Peço desculpas por não enviar o gabarito das atividades postadas anteriormente, mas tentarei disponibilizar sugestões de respostas para as próximas postagens. Este está sendo um ano de muito trabalho e pouco tempo. Conto com a compreensão de todos. 28/11/16.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Interpretação de texto 7º ano - com gabarito


1. Leitura compartilhada

Os quatro ladrões
Diz que era uma vez quatro ladrões muito sabidos e finos. Num domingo de manhã estavam deitados, gozando a sombra de uma árvore, quando viram passar na estrada um homem levando um carneiro grande e gordo. Palpitaram furtar o carneiro e comê-lo assado. Acertaram um plano e se espalharam por dentro do mato.
O primeiro ladrão foi para o caminho, encontrando o homem do carneiro e salvou-o:
— Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
— Para sempre seja louvado!
— O senhor, que mal pergunto, para onde leva este cachorrinho?
— Que cachorrinho?
— Esse aí que está amarrado numa corda! Bem bonitinho!
— Isso não é cachorro. É carneiro. Repare direito.
— Estou reparando, mas é cachorro inteiro. Vigie o focinho, as patas, o pelo. É cachorro e dos bons.
Separaram-se e o dono do carneiro ficou olhando o animal meio desconfiado. Adiante saiu o segundo ladrão, deu as horas, e foi logo entrando na conversa:
— Cachorro bonito! Esse dá para tatu e cutia. Focinho fino, bom para farejar. Perna fina corredeira. É capaz de correr veado. Onde comprou o bicho?
— O senhor repare que não é cachorro. É um carneiro. Já outro cidadão ali atrás veio com essa palúxia para meu lado. Bote os olhos direito no bicho.
— Homem, desde que nasci que conheço cachorro e carneiro. Se esse aí não é o cachorro eu ando espritado. Deixar de conhecer cachorro?
O homem seguiu sozinho, mas não tirava os olhos do carneiro, quase convencido de que comprara o bicho errado. O outro ladrão apareceu e fez a mesma conversa, misturando os dois animais, e ficando espantado quando o dono dizia que era um carneiro. Discutiram um bom pedaço e o terceiro ladrão espirrou para dentro do marmeleiro.
O quarto camarada veio e puxou conversa, oferecendo preço para o cachorro que dizia ser bom caçador de preás. Deu os sinais de cachorro de faro e todos encontravam no bicho que o homem ia levando.
Assim que despediu, o dono do carneiro, que ia comendo o animal com os olhos, parou, desatou o laço da corda e soltou o carneiro, certo e mais que certo que o carneiro era cachorro.
Os quatro ladrões que vinham acompanhando por dentro da capoeira agarraram o carneiro e fizeram dele um almoço especial.
CASCUDO, Luís da C. Contos tradicionais do Brasil. 13. ed., 6ª reimp. São Paulo: Global, 2009.

2. Analisando o texto
a) Discuta com seus colegas:
● Os ladrões agem como na maioria dos furtos? Explique.
Resposta pessoal.
b) Que argumentos cada ladrão usou para convencer o homem de que ele tinha um cachorro?
1º ladrão: Afirma que o animal é um cachorro e ainda aponta o focinho, as patas, o pelo como provas de que é um cachorro.            
2º ladrão: Afirma que o animal é um cachorro farejador, bom para caçar tatu e cutia.            
3º ladrão: Repetiu os argumentos do primeiro e do segundo ladrão.             
4º ladrão: Afirmou que o animal era um cachorro bom para caçar preás.
c) Qual foi a consequência da estratégia usada pelos ladrões para conseguir o carneiro?
O homem desistiu do carneiro, convencido de que era um cachorro.
d) O que você acha da estratégia usada pelos homens para conseguir o carneiro? Você considera que houve realmente um furto? Resposta pessoal.

3. Analisando as palavras e expressões do texto
a) No segundo parágrafo do texto, que palavra ou expressão é usada para introduzir a fala do primeiro ladrão? Sublinhe-a no texto. Salvou-o.
b) Que expressões são usadas para introduzir a fala do segundo ladrão? Sublinhe-as no texto.
c) Que outras expressões poderiam ser usadas para isso? Foi logo entrando na conversa.
● Na fala do primeiro ladrão: Cumprimentou-o, saudou-o.                      
● Na fala do segundo ladrão: Puxando conversa, conversando.

d) Releia os trechos a seguir e diga qual é o sentido das expressões sublinhadas:
● “— O senhor repare que não é cachorro. É um carneiro. Já outro cidadão ali atrás veio com essa palúxia para meu lado.” Veio com essa conversa para o meu lado. Veio com esse papo pra cima de mim.
● “Discutiram um bom pedaço e o terceiro ladrão espirrou para dentro do marmeleiro.”
Correu para dentro do mato. Voltou rapidamente para dentro do mato.
● “Assim que despediu, o dono do carneiro, que ia comendo o animal com os olhos, [...]”
Olhando fixamente o animal; olhando o animal com atenção.
e) Por que você imagina que o texto usa essas expressões?
Para tornar a fala das personagens mais verossímil, isto é, mais próxima de como seria em uma conversa cotidiana.
4. Analisando o começo do conto.
a) Releia:
Diz que era uma vez quatro ladrões muito sabidos e finos. Num domingo de manhã estavam deitados, gozando a sombra de uma árvore, quando viram passar na estrada um homem levando um carneiro grande e gordo. Palpitaram furtar o carneiro e comê-lo assado. Acertaram um plano e se espalharam por dentro do mato.

b) De acordo com esse trecho, o cenário (local onde se passa o fato narrado)
( X ) é apresentado primeiro e depois se sabe o que aconteceu nele.
(    ) não é apresentado de início. Vai-se tomando conhecimento dele no desenrolar da narrativa.
(    ) não é importante para o conto, por isso não há menção ao lugar onde se passa o fato.

c) E a expressão temporal “Diz que era uma vez” o que sugere: um tempo exato em que é possível situar a história ou o tempo do faz de conta?
O tempo do faz de conta.
5. Analisando a passagem do tempo nos contos
a) Agora, releia o conto “Os quatro ladrões” e identifique as palavras e as expressões que indicam a passagem do tempo. Sublinhe-as no texto.
“Num domingo de manhã”; “adiante”; Assim que despediu”.
b) Em sua opinião, o uso dessas expressões é importante na organização do texto? Por quê?
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno reconheça sua importância na organização da ordem dos acontecimentos no texto.
6. Analisando o desenvolvimento do conto
a) Ao verem o homem passar com o carneiro, que ideia os ladrões tiveram?
A ideia de furtar o carneiro.
b) Qual é o plano para colocar a ideia em prática?
Espera-se que o aluno seja capaz de inferir o plano latente nas ações narradas: convencer o dono do carneiro de que o animal era um cachorro.
Atividade adaptada do "Caderno de Apoio e Aprendizagem" da Prefeitura de São Paulo.

domingo, 14 de outubro de 2012

Literatura - 6º ano - Poemas


Você vai ler um texto intitulado “Receita de espantar a tristeza”. Antes de lê-lo, responda:

1. O que é receita? Sobre o que poderia tratar um texto com esse título?
Resposta pessoal. Caso se atenham à ideia de receita, a receita de alguma comida ou bebida poderosa, ou ainda dicas para melhorar o humor. Podem ainda achar que o texto aborda sentimentos positivos, como alegria, paz etc.

Agora, acompanhe a leitura do poema.

Receita de espantar a tristeza
faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da Lua

vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira

depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço
MURRAY, Roseana. Receitas de olhar. São Paulo: FTD, 1999, p. 42.

2. Compare o poema com o que você imaginou. Houve alguma semelhança? Foi muito diferente?
Resposta pessoal, dependendo da resposta anterior. O texto não é a receita de um prato, e sim um poema que traz maneiras de deixar a tristeza.
3. O texto lido é uma receita? Por que esse título foi dado ao poema?
O texto não é do gênero receita, mas um poema. Esse título foi dado ao poema porque as ações sugeridas ao leitor seriam maneiras de espantar a tristeza. Essas ações estão expressas por verbos no imperativo, dando instruções ao leitor.
4. Você se lembra do que é verso? E estrofe? Verso é cada linha do poema, e estrofe, cada conjunto de versos.
a) Quantas estrofes tem o poema? Três.
b) Quantos versos há em cada estrofe? A primeira estrofe tem quatro versos; a segunda, três; e a terceira, quatro.

5. Vamos comparar o poema lido com uma receita gastronômica? Para isso, leia uma receita de chantili.

Chantili
Ingredientes
• 500 mL de creme de leite fresco (um frasco)
• 3 ou 4 colheres de sopa de açúcar

Modo de preparo
• Coloque o creme de leite e o açúcar na batedeira e bata.
• Quando o creme começar a engrossar, diminua a velocidade da batedeira.
• Bata mais um pouquinho até chegar ao ponto (quando o creme não cai das pás da batedeira).
• O creme está pronto para cobrir e rechear bolos ou para acompanhar frutas ou sorvetes.

a) Que parte da receita de chantili se aproxima da “Receita de espantar a tristeza”?
O modo de preparo.
b) Sublinhe os verbos que aparecem no poema e os que aparecem na receita de chantili. O que você observou?
Nos dois textos, todos os verbos estão no modo imperativo; são usados para dar ordem, para aconselhar como fazer, o que aproxima o poema do gênero receita.
c) Relacione a receita de chantili com o poema “Receita de espantar a tristeza”. O que as estrofes do poema podem simbolizar?
Elas podem simbolizar as etapas do modo de preparo. Como na receita de chantili e em qualquer outra, o modo de espantar a tristeza é apresentado passo a passo.
d) Vimos semelhanças entre os dois textos de gêneros diferentes – poema e receita – que justificam o título do poema. Mas em que os textos se diferenciam? Complete as informações sobre cada um dos textos lidos.
I) Função do texto: para que lemos cada um deles?
Receita de espantar a tristeza: Para apreciarmos o poema, nos divertirmos ou admirarmos o uso das palavras, como fruição estética.
Receita de chantili: Para prepararmos um doce, o chantili.
II) Suporte: onde podemos encontrar cada um dos textos?
Receita de espantar a tristeza: Em um livro de poesias.
Receita de chantili: Em um livro de receitas.
II) Organização: como o texto se apresenta? Que partes ele tem?
Receita de espantar a tristeza: O poema costuma ser dividido em estrofes, que são formadas por versos.
Receita de chantili: Em duas partes principais: “Ingredientes” e “Modo de preparo”.

6. Escolha lápis de cores diferentes e pinte, no poema, as palavras que têm sonoridade semelhante, que apresentam terminações com sons que se parecem, ou seja, palavras que rimam. Para cada grupo de palavras com sonoridade semelhante, escolha uma cor diferente. Há alguma regularidade nas rimas dos versos, isto é, a distribuição das rimas nos versos se repete nas três estrofes?
Percebe-se que há muitos versos sem rima e as rimas que acontecem não seguem um padrão regular. A primeira estrofe não tem nenhuma rima, mas seu último verso rima com o primeiro da terceira. Na segunda estrofe, rimam o segundo e o terceiro versos; na terceira, o primeiro e o último.
Atividade adaptada do "Caderno de Apoio e Aprendizagem" da Prefeitura de São Paulo.

interpretação letra de música "Bolacha de Água e Sal"


Bolacha de Água e Sal
Compositor: Paulo Tatit

Gosto quando vou brincar na rua
Gosto quando encontro meu amigo
Gosto quando a mãe do meu amigo
Me oferece uma bolacha
De água e sal
Gosto de bolacha sem açúcar
Gosto de bolacha sem recheio
Gosto de bolacha sem perfume
Gosto do que é normal
Uma bolacha de água e sal
É... uma coisa natural
É... barata e não faz mal
De qualquer marca
É tudo igual
Quando a gente está meio enjoado
Quando a gente está passando mal
Quando a gente fica aperreado
Bolacha de água e sal
Quando a minha avó era criança
Quando a vida era sempre igual
Lá na roça acordavam cedo
Pra comer bolacha de água e sal
Quando o meu avô era criança
Veio num navio de Portugal
A viagem ficou na lembrança
Só comiam bolacha de água e sal
O meu gosto é radical
Gosto porque é fundamental
Farinha, fermento, água e sal
Simplicidade, no trivial
Se um dia você for lá em casa
Pra brincar comigo no quintal
Vamos combinar um pic nic
Pra comer muita bolacha
De água e sal
 Sandra Peres/Paulo Tatit. CD Pé com pé, Palavra Cantada.


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1. Analisando as palavras da canção
a) De acordo a letra, como se pode caracterizar o eu lírico? Confirme sua resposta com versos.
O eu lírico é uma criança (possivelmente do sexo masculino) que gosta de brincar na rua com os amigos, além de apreciar bolacha de água e sal. “Gosto quando vou brincar na rua / Gosto quando encontro meu amigo / Gosto quando a mãe do meu amigo / Me oferece uma bolacha / De água e sal.”
b) Que sentido têm para você estes três versos da segunda estrofe:
“Gosto de bolacha sem açúcar / Gosto de bolacha sem recheio / Gosto de bolacha sem perfume / Gosto do que é normal”?  
O eu lírico descreve a bolacha de água e sal pelo que ela não é: sem açúcar, sem recheio, sem perfume.
c) Por que o eu lírico chama de “normal” a bolacha de água e sal?
Se entendermos que normal é o “conforme a norma, a regra; regular”, bolacha normal é a que é feita conforme a receita da família, com produtos simples: farinha, fermento, água e sal.
d) Que importância tem para você o fato de a bolacha de água e sal ser “uma coisa natural”, ser “barato e não faz mal”, ser “de qualquer marca”, ser “tudo igual”?
Tem a importância de não levar conservantes, corantes, essências e odores de aromatizantes artificiais ou sintéticos não recomendáveis à saúde das pessoas, em especial das crianças.
e) Em que situações o eu lírico prefere bolachas de água e sal?
Quando está meio enjoado, quando está passando mal, quando fi ca aperreado (contrariado, aborrecido); enfim, quando precisa de uma alimentação leve e saudável.
f) Por que o eu lírico apela para os tempos dos avós dele, “quando a vida era sempre igual”, para dizer que já comiam bolacha de água e sal? 
Para justificar que a tradição dos alimentos simples e naturais é um indicador bastante confiável para as gerações mais novas.
g) Na estrofe “O meu gosto...” até “... trivial”, o eu lírico faz uma declaração de por que come bolacha de água e sal. Que declaração é essa? 
“O meu gosto é radical”, essencial, completo; farinha, fermento, água e sal, ingredientes que não são nocivos à saúde.
h) Na última estrofe, o eu lírico já avisa o que vai servir àquele que um dia for a sua casa pra brincar e fazer um piquenique. O que ele vai servir? 
“...muita bolacha / de água e sal.”
i) Pelo que você entendeu da letra dessa canção, qual é intenção do eu lírico? 
Tentar convencer os ouvintes, notadamente as crianças, que é sempre preferível comer diariamente alimentos saudáveis, sem aditivos químicos que podem fazer mal à saúde.

Atividade adaptada do "Caderno de Apoio e Aprendizagem" da Prefeitura de São Paulo.