segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Prova orações coordenandas

 Aluno(a):_______________________________Nº:______Turma:_______
1.       Leia a tirinha do cartunista Jean Galvão:
a) Os amigos se distanciarem e só se encontrarem muito tempo depois é comum. Contudo, essa tirinha nos surpreende, com a intenção de provocar humor. Em que quadrinho ficamos sabendo o real motivo do afastamento dos dois amigos? Explique.
b) Há uma conjunção que colabora para a mudança de expectativa do leitor. Que conjunção é essa e que ideia ela expressa? Explique.
c) A conjunção e pode expressar outras ideias além da adição, como adversidade e conclusão. Que ideia essa conjunção expressa no terceiro quadrinho? 
d)Reescreva o período do terceiro quadrinho, substituindo a conjunção e por outra, conforme a resposta dada na questão C. classifique as orações.
2. Nos itens abaixo, reúna cada par de orações em um único período, usando uma conjunção que explicite adequadamente a relação lógico-semântica entre elas, depois indique se essa relação é de adição, oposição, alternância, conclusão ou explicação.
a) Sabemos muito sobre o universo. Às vezes, não sabemos o nome do nosso vizinho.
b)Com a falta de chuvas a vegetação rasteira secou. O perigo de incêndio era constante.
c) Lute com toda disposição do mundo. Desista de seus sonhos.
d) Lute com toda disposição do mundo. A realização de seus sonhos depende só de você.
3.  (Enem – MEC) Leia o texto.
A gentileza é algo difícil de ser ensinado e vai muito além da palavra educação. Ela é difícil de ser encontrada, mas fácil de ser identificada, e acompanha pessoas generosas e desprendidas, que se interessam em contribuir para o bem do outro e da sociedade. É uma atitude desobrigada, que se manifesta nas situações cotidianas e das maneiras mais prosaicas.
   SIMURRO, S. A. B. Ser gentil é ser saudável. Disponível: em http://www.abqv.org.br. Acesso em: 22 jun. 2006 (adaptado).
No texto, menciona-se que a gentileza extrapola as regras de boa educação. A argumentação construída
A) apresenta fatos que estabelecem entre si relações de causa e de consequência.
B) descreve condições para a ocorrência de atitudes educadas.   
C) indica a finalidade pela qual a gentileza pode ser praticada.
D) enumera fatos sucessivos em uma relação temporal.                                   
E) mostra oposição e acrescenta ideias.

Interpretação de texto para 7º e 8º ano

A diversidade como riqueza 
                — Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a dia...
                — Será que ainda vamos entender tudo isso?
                — E, mesmo que a gente entenda, será que vamos ter de achar tudo bom?
                — Deus me livre! Só faltava eu ter de gostar de miolo! Será que não vamos mais poder fazer só o que gostamos?
                Gostar de tudo é a questão que queremos discutir, afinal gostamos mais daquilo com que estamos acostumados. Se desde pequenos comemos bife e batata frita, vai ser difícil passarmos a comer miolo. Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!
                Do mesmo jeito, se só vemos filme de ação, será que vamos acompanhar com prazer um filme que se desdobra lentamente, por meio da apresentação de aspectos psicológicos dos personagens? Mas, por sua vez, tem gente que gosta tanto de drama como de comédia, de ficção científica e até de filme de arte.
                Com relação a pessoas acontece o mesmo: gostamos dos nossos amigos porque temos alguma coisa em comum com eles, porque desenvolvemos uma relação de amizade ao longo do tempo, não de uma hora para outra. O que não quer dizer que as únicas pessoas legais do mundo sejam os nossos amigos! Existem muitas outras pessoas que podemos conhecer e admirar!
                O importante é compreender que a diversidade existente no mundo é uma riqueza, é uma fonte inesgotável de novas possibilidades para cada um de nós. Conhecer outros modos de pensar, de viver, de falar, de crer nos dá a possibilidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual estamos acostumados. Dessa forma a nossa compreensão do mundo se amplia e temos a oportunidade de escolher como queremos conduzir a nossa vida.
                Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade: respeito pela natureza, por todos os seres humanos, pelas diferentes culturas como expressões de experiências de vida e de necessidades diversas.
                [...]
                Considerando o mundo cultural, vemos que a riqueza se torna quase infinita. Da Pré-História até nossos dias, quantas realizações humanas! Realizações políticas, religiosas, artísticas. Acrescentam-se as formas de convivência social, familiar, os hábitos de nossa vida diária, os costumes que regem nossa alimentação. Quantas línguas foram criadas nesse espaço de tempo! A criatividade humana é realmente inesgotável e é a pluralidade cultural que torna o mundo atraente, interessante, curioso e surpreendente.
                Cada um de nós nasce e cresce dentro de uma cultura, aprendendo a língua materna seguindo hábitos e costumes de um determinado grupo, crendo em certos princípios e dogmas religiosos. Essa cultura comum fortalece os laços entre os indivíduos do grupo, faz com que eles pensem não só como pessoas isoladas mas também como um conjunto que partilha uma mesma visão de mundo, os mesmos valores.
                Toda essa herança cultural pode ser transformada, alargada em seus horizontes, ao contrário de nossa herança genética, que não pode ser mudada, pelo menos por enquanto. Conhecer uma outra cultura é quase como tornar-se criança outra vez: é enxergar a realidade por outros olhos. Exige de nós o esforço de nos colocarmos dentro de um outro sistema de valores, de usos e costumes para tentar compreendê-los em sua lógica interna.
                 Do ponto de vista cultural, não existe cultura certa e cultura errada, superior ou inferior. A cultura do Rio Grande do Sul, por exemplo, não é melhor ou pior do que a cultura do Piauí, assim como a cultura norte-americana e a européia não são superiores à cultura brasileira. Cada cultura é adequada ao grupo que a cria para expressar a visão de mundo específica desse grupo.
                Muitas vezes, o modo pelo qual nos habituamos a viver, a pensar o mundo e a nos relacionar com o divino pode nos parecer como sendo o único modo certo. Entretanto, os outros modos culturais não são errados, são apenas diferentes. Não precisamos adotá-los, só respeitá-los, reconhecendo que têm tanto valor quanto os nossos. Comer com hashi (aqueles pauzinhos japoneses) é diferente de comer com os dedos ou com a colher e o garfo. Só isso.
                É claro, porém, que cada cultura propõe valores que sempre podem ser analisados no sentido de saber se são adequados a toda a humanidade. Sabemos que existem obras de cultura que promovem a violência, o racismo, o preconceito. É só ligarmos a televisão para encontrarmos exemplos disso em filmes, novelas e programas de variedades. Essa “cultura” precisa ser recusada porque nos leva à barbárie, ao caos, e não nos ajuda a nos tornar mais humanos. Cultura é “aquilo que é cultivado, cuidado”, que cimenta as relações humanas e ajuda a criar uma sociedade mais justa.
                O conhecimento de outras culturas, portanto, nos torna mais flexíveis, mais tolerantes, mais respeitosos. Acima de tudo, esse conhecimento nos possibilita descobrir do que realmente gostamos e do que não gostamos; afina o nosso gosto, abre alternativas para a construção de um projeto de vida mais rico, diferente e único. Porque é o nosso projeto, de ninguém mais.
                Conhecimento sozinho não basta. É necessário que ele venha acompanhado da prática cotidiana do respeito e da tolerância por todos aqueles que são diferentes de nós ou que pensam de modo diferente, a partir de outros valores igualmente humanos.
Maria Helena Pires Martins. Somos todos diferentes!: convivendo com a diversidade do mundo. São Paulo: Moderna, 2001.p.42-6. (Aprendendo a com-viver).
 Dogmas: crenças.
Barbárie: selvageria.
                                                                                                        
1.       O texto é construído com base em uma ideia central.
a)       Que ideia é essa?
b)       De acordo com o texto como as pessoas devem agir em relação à diversidade cultural?
c)       Segundo a autora, qual é a importância de conhecer outras culturas?
 2.       A autora explica o porquê de gostarmos de uma coisa e não de outra. Qual é a justificativa que ela dá para isso?
3.       Em determinado momento do texto, é explicado como as pessoas se inserem em uma cultura. De que forma isso ocorre?
 4.       O texto evidencia a riqueza cultural, destacando seus aspectos positivos, porém cita alguns exemplos negativos exibidos em filmes, novelas e programas de televisão.
a)       Identifique alguns aspectos negativos.
b)       Segundo a autora, por que eles devem ser evitados?
5.       Em relação a outras culturas, a autora afirma que não é necessário tomá-las como nossas. No entanto, destaca que é preciso aprendermos a respeitá-las, para que sejamos mais flexíveis e tolerantes com a diversidade. O que a autora propõe para isso?
6.       De acordo com o texto, a diversidade “nos dá a oportunidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual estamos acostumados.”. Explique essa afirmação.
 7.       Releia o seguinte trecho:
Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade...
a)       Alguma vez você se sentiu desrespeitado ou presenciou uma atitude de desrespeito por outras pessoas? Como você se sentiu?
b)       É possível afirmar que atitudes como as indicadas nesse trecho podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, sem preconceitos e rica culturalmente? Por quê?
 Explorando a linguagem
1.       Releia o seguinte trecho: “Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!”.
a)       A quem a autora está se dirigindo? Explique sua resposta.
b)       Quais palavras a seguir podem substituir o termo em destaque, mantendo o sentido da frase?       mas – nem – porém – logo
c)       Que sentido essa palavra atribui à ideia expressa: soma, oposição ou conclusão?
2.       As reticências assumem diferentes funções de acordo com o contexto em que são inseridas. Elas podem interromper uma ideia, marcar uma hesitação ou também apelar para a imaginação do leitor.
Com que objetivo as reticências forma empregadas no trecho: “— Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a dia...”?
3.       No trecho “Comer com hashi [...]”, por que o termo foi destacado em itálico?



quarta-feira, 15 de julho de 2015

Prova de Português - 7º/8º ano

Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, 1 num sujeito que não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo; percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante, procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento. Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum; mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida. Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes…
O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”, pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas, talvez o mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir. É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.

01 - O autor, Moacyr Scliar, reconta a clássica história de Dom Quixote alterando a versão original. O artifício que utiliza para atingir esse objetivo é
A ) desmentir a história contada por Cervantes, autor do texto original.
B ) introduzir, no texto, a versão de seu tatara-tatara-tataravô, um contador de histórias.
C) confrontar as versões do seu tatara-tatara-tataravô e a de Cervantes, já que ambos conheceram pessoalmente Dom Quixote.
D ) ambientar a história em um parque de diversões a fim de torná-la mais leve e divertida.
E ) recontar a história de acordo com sua imaginação, desconsiderando totalmente a versão original.

02 - Considere as afirmações que seguem a respeito do texto lido.
I. Em suas aventuras, Dom Quixote era acompanhado por seu cavalo Rocinante, por sua amada Dulcineia e por seu fiel escudeiro Sancho Pança.
II. Sancho Pança tinha maior senso de realidade do que Dom Quixote, mas não conseguia fazê-lo desistir de suas ideias.
III. Embora normalmente Dom Quixote se desse mal em suas aventuras, na versão contada por Moacyr Scliar, o personagem atinge seu momento de glória ao inventar a roda gigante.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.   B) Apenas II.   C) Apenas III.    D) II e III.   E) I, II e III.

03- Se o narrador da história fosse o próprio Dom Quixote, a frase “Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.” poderia ser reescrita, mantendo-se a coerência, como:
A) Eu estava certa de que estava diante do grande combate de minha vida.
B) Eu estava certo de que aquele era o grande combate de nossa vida.
C) Eu estava certo de que aquele era o grande combate de minha vida.
D) Nós estávamos certos de que se tratava do grande combate de nossa vida.
E) Nós estávamos certos de que aquele era o grande combate de minha vida.

04 - Em um texto narrativo, a história se desenvolve sobretudo com base em uma complicação e em um clímax. As ações que sintetizam essas partes, respectivamente, são
A) o momento em que Dom Quixote desafia para a luta os moinhos de vento – o momento em que ele enfia sua lança nas “asas” dos moinhos.
B) o momento em que Dom Quixote leva um tombo feio – o momento em que ele inventa a roda gigante.
C) o momento em que Dom Quixote empunha sua lança e combate os moinhos – o momento em que ele vê os gigantes e fica fascinado.
D) o momento em que Dom Quixote percorre as planícies da Espanha procurando inimigos para desafiar – o momento em que ele se apaixona por Dulcineia.
E) o momento em que Sancho Pança tenta inutilmente convencer Dom Quixote de que não havia gigante nenhum – o momento em que Dom Quixote é levantado pelo moinho e vive seu momento de glória.

 05 - Em narrativas de ficção, o narrador pode mencionar fatos ou expressar opiniões sobre a história. Considerando essa afirmação, analise os trechos selecionados, assinalando se indicam FATO (F) ou OPINIÃO (O).
a) (       ) “Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo, […].”
b) (       ) “Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento que fazia girar a máquina de moer.”
c) (       ) “O resultado, diz Cervantes, foi desastroso.”
d) (       ) “Para Sancho, e para todas as pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.”
e) (       ) “Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz dá completamente certo; […].”

06  - Em “Pois um dia este Dom Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.” o uso da palavra pois pode ser explicado como
A) uma conjunção explicativa que vincula a ideia iniciada no período à frase anterior.
B) um termo que objetiva dar continuidade à narrativa, tornando a linguagem mais rebuscada.
C) uma conjunção conclusiva que mantém o mesmo sentido de então.
D) uma marca de oralidade reproduzida na escrita.
E) um recurso específico das narrativas, que imprime mais dinamicidade à história contada.
07 - Observe o período:
“A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe.”
Se as ações acima descritas, situadas no passado, indicassem hipótese (suposição), o trecho deveria ser reescrito da seguinte maneira:
A) A lança do cavaleiro ficara presa nas asas do moinho; ele fora levantado no ar e depois jogado para longe.
B) A lança do cavaleiro havia ficado presa nas asas do moinho, ele havia sido levantado no ar e depois jogado para longe.
C) Se a lança do cavaleiro ficasse presa nas asas do moinho, ele seria levantado no ar e depois jogado para longe.
D ) Quando a lança do cavaleiro ficar presa nas asas do moinho, ele será levantado no ar e depois será jogado para longe.
E) Caso a lança do cavaleiro fique presa nas asas do moinho, ele deve ser levantado no ar e depois jogado para longe.

08 - Em “(…) as pessoas logo pensam num sujeito que não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara.” a expressão destacada é usada informalmente. Para se adequar à norma culta, mantendo-se o sentido pretendido, a expressão poderia ser substituída por
A) se frustra         B) se dá mal.     C) se coloca em confusão.
D) é mal compreendido.      E) é mal sucedido em suas ações.

09 - Em “Mais que isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.” , o termo destacado só não poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
A) maravilhosa.       
B) fantástica   
C) inesquecível.
D) espetacular.       
E) extraordinária.

Texto 2
Dom Quixote dos tempos modernos
Eu, há já algum tempo vos tinha dito
Que eu era um Dom Quixote
Que me bato mesmo sem ter lança
Sem cavalo nem Sancho Pança.
Eu sou um Dom Quixote moderno.
Faço-me sempre advogado do diabo
Bato-me contra moinhos de vento
Mas os monstros, eu compreendo
Não estão cá para me escutar.
Bato-me contra as injustiças
Sem grandes possibilidades, confesso,
Bato-me com gritos de revolta.
Mas sempre em vão, sem sucesso.
Esta noite sonhei que me batia
Contra um inimigo forte em demasia.
Ele tinha armas poderosas, aviões,
Mesmo contra essas aeronaves eu combatia,
Com jactos de água das lanças do meu jardim.
Mas batia-me, batia-me, eu sou assim.
Bato-me como posso neste inferno.
Mas que querem? Isto está em mim!
Sou um Dom Quixote dos tempos modernos.
Alberto Rodrigues da Fonseca (autor português)
Disponível em http://sacavempoesia.blogspot.com.Acesso em 15 de setembro de 2013.

10- Ao longo do poema, a forma verbal bato-me é utilizada em sentido diferente do usual. Assinale a alternativa cujo sentido do termo destacado equivale ao empregado no poema.
A) O cavalo bateu a pata na árvore com violência.
B) Os justos batem-se à vida inteira por seus valores.
C) De repente, bateu-lhe um grande arrependimento.
D) As informações não batem com os fatos.
E) Meu coração bate acelerado.

11-O Dom Quixote dos tempos modernos é um sujeito que
A) não usa lança, nem cavalo, nem combate moinhos de vento.
B) luta por seus ideais, mesmo sem obter sucesso.
C) não combate os inimigos da modernidade.
D) se mostra indignado com armas poderosas, aviões e aeronaves.
E) acredita num mundo melhor, mas nada faz para obtê-lo.

12- Considerando a relação que se estabelece entre o autor do texto e seus interlocutores, pode-se afirmar que
A) o uso de vos, no primeiro verso, indica respeito do autor por seus leitores.
B) o autor dialoga hipoteticamente com Dom Quixote.
C) o autor mostra-se indignado com as injustiças sociais e revolta-se com seus leitores.
D) o autor dialoga com seus leitores na tentativa de convencê-los a lutar pela sua causa.
E) os leitores são desconsiderados totalmente pelo autor do texto.
  Disponível em: www.google.com.br/search?q=dom+quixote+em+tirinhas
Acesso em 30 de setembro de 2013.

13 - Considerando que, no contexto apresentado pela tirinha, Dom Quixote enxerga um gigante, e Sancho Pança vê um moinho, podemos associá-los respectivamente a
A) um corajoso e um medroso.     
B) um sonhador e um realista.
C) um ambicioso e um simplório   
D)um otimista e um pessimista.
E) um privilegiado e um desfavorecido.

14- Ao analisar texto e imagem, pode-se afirmar que
A) a visão de Sancho Pança não é tão nítida quanto a de Dom Quixote.
B) Dom Quixote enxerga um gigante pelo fato de já o conhecer de outras aventuras.
C) Dom Quixote e Sancho Pança olham para o mesmo lugar, mas têm visões diferentes.
D) a expressão do gigante indica que ele estava com medo do herói da história.
E) Sancho Pança não enxerga o gigante por sentir medo.

15 -Compare os três textos e assinale a alternativa correta quanto à leitura e interpretação.
A) Os três textos ressaltam a revolta de Dom Quixote em relação à sociedade, embora o retratem em ambientes diferentes.
B) Os três textos retratam o romantismo de Dom Quixote, que vê o mundo de forma mais bonita do que realmente é.
C) Os três textos retratam o idealismo de Dom Quixote, que, mesmo em contextos diferentes, é representado como um grande sonhador.
 D) Os dois primeiros textos são fiéis à história original de Cervantes; o terceiro, por sua vez, cria um Dom Quixote típico do século XXI.
E) O primeiro texto narra a história de Dom Quixote; o segundo, transpõe a versão original para a forma poética; já o terceiro, sintetiza-a por meio de uma imagem.


terça-feira, 14 de julho de 2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Amigos - Luís Fernado Veríssimo

AMIGOS
Luís Fernando Veríssimo

Os dois eram grandes amigos. Amigos de infância. Amigos de adolescência. Amigos de primeiras aventuras. Amigos de se verem todos os dias. Até mais ou menos os 25 anos. Aí, por uma destas coisas da vida — e como a vida tem coisas! —passaram muitos anos sem se ver. Até que um dia.
Um dia se cruzaram na rua. Um ia numa direção, o outro na outra,Os dois se olharam,caminharam mais alguns passos e se viraram ao mesmo tempo, como se fosse coreografado. Tinham-se reconhecido.
—Eu não acredito!
—Não pode ser!
Caíram um nos braços do outro. Foi um abraço demorado e emocionado. Deram-se tantos tapas nas costas quantos tinham sido os anos de separação.
—Deixa eu te ver!
—Estamos aí.
—Mas você está careca!
—Pois é.
—E aquele bom cabelo?
—Se foi...
—Aquela cabeleira.
—Muito Gumex...
—Fazia um sucesso.
—Pois é.
—Era cabeleira pra derrubar suburbana.
—Muitas sucumbiram...
—Puxa. Deixa eu ver atrás.
Ele se virou para mostrar a careca atrás. O outro exclamou:
—Completamente careca!
—E você?
—Espera aí. O cabelo está todo aqui. Um pouco grisalho, mas firme.
—E essa barriga?
—O que é que a gente vai fazer?
—Boa vida...
—Mais ou menos...
—Uma senhora barriga.
—Nem tanto.
—Aposto que futebol, com essa barriga...
—Nunca mais.
—E você era bom, hein?Um bolão.
—O que é isso.
—Agora ta com a bola na barriga.
—Você também.
—Barriga, eu?
—Quase do tamanho da minha.
—O que é isso?   
—Respeitável.
—Quem te dera um corpo como o meu.
—Mas eu estou com todo o cabelo.
—Estou vendo umas entradas aí.
—O seu só teve saída.
Ele se dobra de rir com a própria piada. O outro muda de assunto.
—Fazem o que?Vinte anos?
—Você mudou um bocado.
—Você também.
—Você acha?
—Careca...
—De novo a careca? Mas é fixação.
—Desculpe, eu...
— Esquece a minha careca.
—Não sabia que você tinha complexo.
—Não tenho complexo. Mas não precisa ficar falando só na careca,só na careca.Eu estou falando nessa barriga indecente?Nessas rugas?
—Que rugas?
—Ora, que rugas.
—Não. Que rugas?
—Meu Deus, sua cara está que é um cotovelo.
—Espera um pouquinho...
—E essa barriga?Você não se cuida não?
            —Me cuido mais que você.
            —Eu faço ginástica, meu caro. Corro todos os dias. Tenho saúde de cavalo.
—É. Só falta a crina.
—Pelo menos não tenho barriga de baiana.
—E isso o que é?
—Não me cutuca.
—Me diz. O que é?Enchimento?
— Não me cutuca!
—E esses óculos são pra quê?Vista cansada?Eu não uso óculos.
—É por isso que está vendo barriga onde não tem.
—Claro, claro. Vai ver você tem cabelo e eu é que não estou enxergando.
—Cabelo outra vez!Mas isso já é obsessão. Eu,se fosse você,procurava um médico.
—Vá você, que está precisando. Se bem que velhice não tem cura.
—Quem é que é velho?
—Ora, faça-me o favor...
—Você.
—Você.
—Você!
—Ruína humana.
—Ruína não.
—Ruína!
—Múmia!
—Ah, é?Ah, é?
—Cacareco!Ou será cacareca?
—Saia da minha frente!
            Separaram-se, furiosos. Inimigos para o resto da vida.

1.      Em que período da vida esses dois homens conviveram?
2.     Que mudanças físicas os amigos perceberam um no outro?
3.     Até certo momento do texto, falar sobre as mudanças físicas era amistoso. Em que ponto deixa de ser assim? Transcreva as frases que marcam essa passagem.
4.     Transcreva o trecho do texto que corresponde ao clímax do conflito.
5.     O texto mostra como a relação de amizade se transforma progressivamente em inimizade. Descreva como o texto desenvolve essa progressiva oposição.
6.     O narrador, na introdução da crônica, apresenta ao leitor uma reflexão: “Aí, por uma destas coisas da vida — e como a vida tem coisas!”. O assunto da crônica justifica a reflexão do narrador? A vida realmente “tem coisas”? Justifique sua opinião com elementos retirados do texto.
a)     Para as personagens, os fatos narrados na crônica, o desentendimento dos amigos, é uma fato tenso, desagradável ou leve e divertido? Explique.
b)     Por que podemos dizer que se trata de um texto de humor?

7.     As características que uma personagem repara na outra são predominantemente negativas. Cite algumas palavras ou frases que exemplifique essa afirmação.