Peço desculpas por não enviar o gabarito das atividades postadas anteriormente, mas tentarei disponibilizar sugestões de respostas para as próximas postagens. Este está sendo um ano de muito trabalho e pouco tempo. Conto com a compreensão de todos. 28/11/16.

domingo, 14 de outubro de 2012

Literatura - 6º ano - Poemas


Você vai ler um texto intitulado “Receita de espantar a tristeza”. Antes de lê-lo, responda:

1. O que é receita? Sobre o que poderia tratar um texto com esse título?
Resposta pessoal. Caso se atenham à ideia de receita, a receita de alguma comida ou bebida poderosa, ou ainda dicas para melhorar o humor. Podem ainda achar que o texto aborda sentimentos positivos, como alegria, paz etc.

Agora, acompanhe a leitura do poema.

Receita de espantar a tristeza
faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da Lua

vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira

depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço
MURRAY, Roseana. Receitas de olhar. São Paulo: FTD, 1999, p. 42.

2. Compare o poema com o que você imaginou. Houve alguma semelhança? Foi muito diferente?
Resposta pessoal, dependendo da resposta anterior. O texto não é a receita de um prato, e sim um poema que traz maneiras de deixar a tristeza.
3. O texto lido é uma receita? Por que esse título foi dado ao poema?
O texto não é do gênero receita, mas um poema. Esse título foi dado ao poema porque as ações sugeridas ao leitor seriam maneiras de espantar a tristeza. Essas ações estão expressas por verbos no imperativo, dando instruções ao leitor.
4. Você se lembra do que é verso? E estrofe? Verso é cada linha do poema, e estrofe, cada conjunto de versos.
a) Quantas estrofes tem o poema? Três.
b) Quantos versos há em cada estrofe? A primeira estrofe tem quatro versos; a segunda, três; e a terceira, quatro.

5. Vamos comparar o poema lido com uma receita gastronômica? Para isso, leia uma receita de chantili.

Chantili
Ingredientes
• 500 mL de creme de leite fresco (um frasco)
• 3 ou 4 colheres de sopa de açúcar

Modo de preparo
• Coloque o creme de leite e o açúcar na batedeira e bata.
• Quando o creme começar a engrossar, diminua a velocidade da batedeira.
• Bata mais um pouquinho até chegar ao ponto (quando o creme não cai das pás da batedeira).
• O creme está pronto para cobrir e rechear bolos ou para acompanhar frutas ou sorvetes.

a) Que parte da receita de chantili se aproxima da “Receita de espantar a tristeza”?
O modo de preparo.
b) Sublinhe os verbos que aparecem no poema e os que aparecem na receita de chantili. O que você observou?
Nos dois textos, todos os verbos estão no modo imperativo; são usados para dar ordem, para aconselhar como fazer, o que aproxima o poema do gênero receita.
c) Relacione a receita de chantili com o poema “Receita de espantar a tristeza”. O que as estrofes do poema podem simbolizar?
Elas podem simbolizar as etapas do modo de preparo. Como na receita de chantili e em qualquer outra, o modo de espantar a tristeza é apresentado passo a passo.
d) Vimos semelhanças entre os dois textos de gêneros diferentes – poema e receita – que justificam o título do poema. Mas em que os textos se diferenciam? Complete as informações sobre cada um dos textos lidos.
I) Função do texto: para que lemos cada um deles?
Receita de espantar a tristeza: Para apreciarmos o poema, nos divertirmos ou admirarmos o uso das palavras, como fruição estética.
Receita de chantili: Para prepararmos um doce, o chantili.
II) Suporte: onde podemos encontrar cada um dos textos?
Receita de espantar a tristeza: Em um livro de poesias.
Receita de chantili: Em um livro de receitas.
II) Organização: como o texto se apresenta? Que partes ele tem?
Receita de espantar a tristeza: O poema costuma ser dividido em estrofes, que são formadas por versos.
Receita de chantili: Em duas partes principais: “Ingredientes” e “Modo de preparo”.

6. Escolha lápis de cores diferentes e pinte, no poema, as palavras que têm sonoridade semelhante, que apresentam terminações com sons que se parecem, ou seja, palavras que rimam. Para cada grupo de palavras com sonoridade semelhante, escolha uma cor diferente. Há alguma regularidade nas rimas dos versos, isto é, a distribuição das rimas nos versos se repete nas três estrofes?
Percebe-se que há muitos versos sem rima e as rimas que acontecem não seguem um padrão regular. A primeira estrofe não tem nenhuma rima, mas seu último verso rima com o primeiro da terceira. Na segunda estrofe, rimam o segundo e o terceiro versos; na terceira, o primeiro e o último.
Atividade adaptada do "Caderno de Apoio e Aprendizagem" da Prefeitura de São Paulo.

interpretação letra de música "Bolacha de Água e Sal"


Bolacha de Água e Sal
Compositor: Paulo Tatit

Gosto quando vou brincar na rua
Gosto quando encontro meu amigo
Gosto quando a mãe do meu amigo
Me oferece uma bolacha
De água e sal
Gosto de bolacha sem açúcar
Gosto de bolacha sem recheio
Gosto de bolacha sem perfume
Gosto do que é normal
Uma bolacha de água e sal
É... uma coisa natural
É... barata e não faz mal
De qualquer marca
É tudo igual
Quando a gente está meio enjoado
Quando a gente está passando mal
Quando a gente fica aperreado
Bolacha de água e sal
Quando a minha avó era criança
Quando a vida era sempre igual
Lá na roça acordavam cedo
Pra comer bolacha de água e sal
Quando o meu avô era criança
Veio num navio de Portugal
A viagem ficou na lembrança
Só comiam bolacha de água e sal
O meu gosto é radical
Gosto porque é fundamental
Farinha, fermento, água e sal
Simplicidade, no trivial
Se um dia você for lá em casa
Pra brincar comigo no quintal
Vamos combinar um pic nic
Pra comer muita bolacha
De água e sal
 Sandra Peres/Paulo Tatit. CD Pé com pé, Palavra Cantada.


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1. Analisando as palavras da canção
a) De acordo a letra, como se pode caracterizar o eu lírico? Confirme sua resposta com versos.
O eu lírico é uma criança (possivelmente do sexo masculino) que gosta de brincar na rua com os amigos, além de apreciar bolacha de água e sal. “Gosto quando vou brincar na rua / Gosto quando encontro meu amigo / Gosto quando a mãe do meu amigo / Me oferece uma bolacha / De água e sal.”
b) Que sentido têm para você estes três versos da segunda estrofe:
“Gosto de bolacha sem açúcar / Gosto de bolacha sem recheio / Gosto de bolacha sem perfume / Gosto do que é normal”?  
O eu lírico descreve a bolacha de água e sal pelo que ela não é: sem açúcar, sem recheio, sem perfume.
c) Por que o eu lírico chama de “normal” a bolacha de água e sal?
Se entendermos que normal é o “conforme a norma, a regra; regular”, bolacha normal é a que é feita conforme a receita da família, com produtos simples: farinha, fermento, água e sal.
d) Que importância tem para você o fato de a bolacha de água e sal ser “uma coisa natural”, ser “barato e não faz mal”, ser “de qualquer marca”, ser “tudo igual”?
Tem a importância de não levar conservantes, corantes, essências e odores de aromatizantes artificiais ou sintéticos não recomendáveis à saúde das pessoas, em especial das crianças.
e) Em que situações o eu lírico prefere bolachas de água e sal?
Quando está meio enjoado, quando está passando mal, quando fi ca aperreado (contrariado, aborrecido); enfim, quando precisa de uma alimentação leve e saudável.
f) Por que o eu lírico apela para os tempos dos avós dele, “quando a vida era sempre igual”, para dizer que já comiam bolacha de água e sal? 
Para justificar que a tradição dos alimentos simples e naturais é um indicador bastante confiável para as gerações mais novas.
g) Na estrofe “O meu gosto...” até “... trivial”, o eu lírico faz uma declaração de por que come bolacha de água e sal. Que declaração é essa? 
“O meu gosto é radical”, essencial, completo; farinha, fermento, água e sal, ingredientes que não são nocivos à saúde.
h) Na última estrofe, o eu lírico já avisa o que vai servir àquele que um dia for a sua casa pra brincar e fazer um piquenique. O que ele vai servir? 
“...muita bolacha / de água e sal.”
i) Pelo que você entendeu da letra dessa canção, qual é intenção do eu lírico? 
Tentar convencer os ouvintes, notadamente as crianças, que é sempre preferível comer diariamente alimentos saudáveis, sem aditivos químicos que podem fazer mal à saúde.

Atividade adaptada do "Caderno de Apoio e Aprendizagem" da Prefeitura de São Paulo.