Peço desculpas por não enviar o gabarito das atividades postadas anteriormente, mas tentarei disponibilizar sugestões de respostas para as próximas postagens. Este está sendo um ano de muito trabalho e pouco tempo. Conto com a compreensão de todos. 28/11/16.

domingo, 5 de julho de 2015

Interpretação de texto - 8º ano

Manual de desculpas esfarrapadas
Leo Cunha
Inventar desculpas pra um "para-casa" atrasado é especialidade de alunos de qualquer idade. Eu, que dou aula há alguns anos, já ouvi as histórias mais cabeludas, contadas com a cara mais lavada do mundo. E, o que é pior, engoli a maioria.
Outro dia resolvi fazer uma enquete com meus colegas professores pra montar um manual com as desculpas mais esfarrapadas que já ouvimos. O leitor pode chiar e perguntar se nós, ilustríssimos professores universitários, não tínhamos nada mais útil pra fazer, mas sinto muito, aqui vai a lista. 
1 - A culpa é de São Pedro
Essa é das desculpas mais tradicionais. A rua alagou e eu não consegui chegar na biblioteca. Ou, eu esqueci a janela aberta e o trabalho ficou encharcado. Que pena, fessor, tava lindo!
2 - A culpa é dos outros.
Outra desculpa clássica. Foi o Joãozinho que tinha que ter comprado a cartolina e não comprou, fessor! Foi a Joana que não fez a parte dela a tempo.
3 - A culpa é do computador.
Quem nunca ouviu essa frase, vai ouvir logo. O computador deu pau, a impressora ficou sem tinta, o disquete não abriu, um vírus apagou tudo. Você sabe que computador é um bicho imprevisível né, fessor? Temperamental feito ele só!
4 - A culpa é do excesso de trabalhos
Essa costuma irritar meus companheiros docentes. Não é por nada não, fessor, mas o senhor acha que a gente só tem a sua matéria? Tava assim de trabalho pra fazer, os outros eram mais urgentes.
5 - Eu não sabia que era pra hoje.
Uai, mas ninguém avisou que era pra hoje! Eu tava crente que era só semana que vem. Ô fessor, você é tão legal, dá mais um prazinho pra eu poder terminar, o trabalho já tá bem adiantado, só falta digitar, só falta revisar, só falta grampear, só falta fazer a capa.
6 - Eu não entendi direito o que era pra fazer.
Essa é das mais descaradas, e geralmente vem acompanhada de uns dois parágrafos ilegíveis. Tá vendo, fessor, eu até comecei a fazer, mas não entendi o que o senhor tava querendo. Será que dava pra explicar de novo?
7 - Minha vó morreu.
Com todas as variantes possíveis. Afinal avó são só duas, avô também. Pai, mãe, irmão é mais arriscado, porque fica fácil pro professor conferir se é verdade ou não. Se preciso, pode-se apelar para um tio distante (mas que morou com a gente muito tempo, fessor...) ou pro gatinho siamês que era quase da família (até dormia na minha cama, precisa ver que gracinha).
8 - O supercolírio.
Desculpa a ser usada apenas em casos extremos, quando as outras realmente não colam mais. Sabe o que é, fessor? Eu fui ao oculista, pinguei um colírio daqueles brabos e fiquei seis dias com a vista embaçada. Não teve jeito mesmo de fazer o trabalho, eu bem que tentei, mas estava tão cego que acabei escrevendo em cima da receita do médico.
A lista poderia continuar por muitas linhas, mas essas aí são as mais comuns. E, pra falar a verdade, de vez em quando a gente se diverte vendo a aflição do aluno, admirando sua coragem, na hora de inventar as desculpas mais caraduras do mundo. Afinal de contas, sabemos que eles ainda estão aprendendo, não têm plena noção de suas responsabilidades e não são casos perdidos.
Duro mesmo foi ter que ouvir um Presidente da República soltar cada uma dessas desculpas esfarrapadas em pleno ano de 2001, no meio da crise de energia elétrica.
“A culpa é de São Pedro”, ele começou, esquecendo que no sul e no norte a chuva tinha sido abundante e o que faltou mesmo foram transmissores para distribuir essa energia excedente para o sudeste e o nordeste.
CUNHA. Leo. Manual de desculpas esfarrapadas: casos de humor. São Paulo: FTD, 2004,p.23-26

1.     O texto é realmente um Manual? Por quê?
2.     Como o autor se posiciona em relação a estas desculpas apresentadas pelos alunos? Ele acha que são motivos reais, justos? Retire três expressões ou trechos do texto que comprovem sua resposta.
3.     Observe o trecho em destaque  no seguinte fragmento:
         8- O supercolírio.
Desculpa a ser usada apenas em casos extremos, quando as outras realmente não colam mais. Sabe o que é, fessor? Eu fui ao oculista, pinguei um colírio daqueles brabos e fiquei seis dias com a vista embaçada. Não teve jeito mesmo de fazer o trabalho, eu bem que tentei, mas estava tão cego que acabei escrevendo em cima da receita do médico.
O trecho em destaque reproduz a fala do aluno, entretanto não há elementos utilizados tradicionalmente para indicar isto como aspas, travessão, dói-pontos.
a)    Retire do texto um outro trecho em que há citações de falas dos alunos introduzidas sem aspas, dois pontos ou travessões.
b)    Quais elementos o autor utiliza para indicar ao leitor que não se trata de uma declaração ou expressão de sua autoria, mas da citação da conversa do próprio aluno?
c)    Qual o efeito que estas citações produzem no texto?
4.     Qual desculpa parece desagradar mais o autor? E os seus colegas professores?como você chegou a essa conclusão?
5.     Uma das características básicas de uma crônica é o uso de linguagem informal, como uma conversa. Procure localizar o uso de palavras ou expressões informais na exposição do autor. (Para responder esta pergunta, você não deve considerar os trechos reproduzindo as falas dos alunos.)
6.     Releia os três últimos parágrafos do texto e escolha os termos que melhor caracterizem a reação de Leo Cunha em relação às desculpas dos alunos e à desculpa do Presidente em 2001.
 amoroso – ofendido – contrariado – indulgente – intolerante – bondoso
7.     Qual das desculpas apresentadas na crônica você acha mais esfarrapada? E qual a menos esfarrapada? Por quê?
8.     Depois de apresentar oito desculpas esfarrapadas, o autor diz que “a lista poderia continuar por muitas linhas, mas essas aí são as mais comuns.” Conte uma outra desculpa que os alunos costumam dar quando não fizerem o trabalho marcado pelo professor. Você acha que esta desculpa é esfarrapada? Os professores costumam aceitá-la facilmente?
TRAVAGLIA, Luiz Carlos; ROCHA, Maura Alves de Freitas e ARRUDAFERNANDES, Vania Maria Bernardes. A Aventura da Linguagem (Língua Portuguesa) – 8º ano: manual do professor. Belo Horizonte: Dimensão, 2012. p. 24-27.

sábado, 4 de julho de 2015

Interpretação de texto - 6º ano

Bob, um gato fora do normal.
Há uma citação famosa que diz que recebemos uma segunda chance todos os dias, mas geralmente não a aproveitamos. Passei grande parte de minha existência provando que isso é verdade. Mas tudo mudou no começo da primavera de 2007, quando me tornei amigo de um gato, o Bob.
Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden.
O elevador do meu prédio não estava funcionando, então minha amiga Belle e eu seguimos em direção à escada. A lâmpada estava quebrada, e o hall de entrada, escuro como breu, mas não pude deixar de notar um par de olhos reluzindo na escuridão. Um gato laranja estava enrolado sobre um capacho, do lado de fora de um dos apartamentos do térreo. Era um macho.
Ele me encarou com um olhar inteligente. “Então, quem é você e o que faz aqui?”, parecia perguntar.
Eu me ajoelhei.
— Olá, companheiro. Nunca te vi antes. Você mora aqui?
Ele continuou me encarando, me analisando. Fiz carinho no seu pescoço, em parte para ficar amigo dele e, por outro lado, para saber se usava coleira. Não usava.
Ele adorou a atenção. Seu pelo era desigual, havia falhas em alguns lugares, e ele estava visivelmente faminto. Pelo modo como encostou em mim, pude perceber que precisava de um amigo. 
— Acho que é um gato de rua — eu disse a Belle.
Belle sabia que eu adorava gatos.
— Você não pode ficar com ele, James — ela me advertiu, apontando para o capacho onde o gato estava sentado. — Provavelmente ele pertença a alguém aqui do prédio.
Ela estava certa. A última coisa de que eu precisava naquele momento da minha vida era de um gato. Já estava bem difícil tomar conta de mim mesmo.
Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá. Fiz novamente um carinho nele, que ronronou, agradecendo a atenção.
Com a luz do dia, pude perceber que era um animal lindo. Tinha um rosto impressionante, com penetrantes olhos verdes. A julgar pelos arranhões em suas patas e no focinho, devia ter-se envolvido em alguma briga ou acidente. Seu pelo era ralo e espetado, havia buracos em vários lugares. Fiquei realmente preocupado com o bichano.
Pare de se preocupar com o gato; em vez disso, preocupe-se com você mesmo, pensei. Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.
Ao voltar para casa, já era tarde — quase dez horas. Desci apressado pelo corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora. Parte de mim ficou desapontada, porém, mais do que tudo, fiquei aliviado.
No dia seguinte, meu coração deu um pulo ao vê-lo novamente, no mesmo lugar. Ele estava mais fraco e mais desgrenhado que nunca. Parecia faminto e com frio, pois estava tremendo.
Talvez estivesse na hora de Bob encontrar um novo dono. Talvez ele tenha encontrado em mim sua alma gêmea.
Foi, então, que tomei uma decisão ali mesmo.
— Vem comigo! — exclamei.
Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento. Eu tinha agora uma companhia.
Novo CExtraído e adaptado de BOWEN, James. Bob: um gato fora do normal. Ribeirão Preto: onceito Ed.,2014

Vocabulário:
1. hall  – corredor de passagem para chegar a algum lugar.
2. breu – escuro.
3. ronronou – produziu ruído (os felinos).

01 - Considerando o texto 1, não se pode afirmar que se trata
A) da carência de um jovem que precisa de cuidados.
B) das chances que podemos receber da vida.
C) do encontro de um jovem e de um gato perdido.
D) dos maus-tratos sofridos por animais de rua.
E) do afeto entre pessoas e animais.

02- Enumere as frases abaixo de acordo com a ordem em que os fatos aparecem no texto. Depois, escolha a alternativa que corresponda à resposta correta.
(   ) James e Belle viram, pela primeira vez, o gato laranja porque precisaram usar a escada do prédio.
(   ) James ficou desapontado, mas, principalmente, aliviado quando não encontrou o gato laranja no corredor.
(   ) A previsão de mau tempo levou James a voltar para casa mais cedo do que de costume.
(   ) O rapaz fez carinho no pescoço do animal para ficar seu amigo e, também, para saber se usava coleira.
(   ) A companhia do gato, em seu apartamento, provocou em James uma sensação boa.
A) 2 – 4 – 1 – 3 – 5          B) 3 – 1 – 4 – 5 – 2
C) 1 – 3 – 5 – 2 – 4          D) 2 – 4 – 3 – 1 – 5   E) 3 – 4 – 2 – 1 – 5

03- Analise os trechos sublinhados das frases abaixo e marque (F) se indicar um FATO ou (O) uma OPINIÃO sobre determinado fato. Depois, escolha a alternativa que corresponda à resposta correta.
(     ) “Ele me encarou com um olhar inteligente.”
(     ) “Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá.”
(     ) “Desci apressado pelo corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora.”
(     ) “Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento.”
(     ) “Eu tinha agora uma companhia.”
A) F – F – O – O – F         B) O – F – O – F – O
C) O – F – F – O – F         D) O – O – F – F – O       E) F – O – O – F – F

04- Se o narrador da história fosse Belle, a frase “Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua” poderia ser reescrita, mantendo a coerência, como:
A) Contrariado, se afastou e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.
B ) Contrariada, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.
C ) Contrariado, se afastou e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados se apresentando na rua.
D ) Contrariados, nos afastamos e fomos pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaríamos ganhar alguns trocados nos apresentando na rua.
E ) Contrariada, se afastei e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados se apresentando na rua.

05 - Em “Passei grande parte de minha existência provando que isso é verdade“, o pronome isso se refere
A) à imensa sorte de recebermos chances todos os dias da nossa vida sem valorizarmos essa excelente oportunidade.
B) às chances perdidas no decorrer das nossas vidas.
C) à ideia de recebermos uma segunda chance todos os dias, e, de modo geral, não a aproveitarmos.
D) à prova de que uma segunda chance deve ser aproveitada.
E) à amizade entre James e Bob.

06 - Em “Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden”, os termos em negrito podem ser substituídos, sem mudar o sentido do texto, respectivamente, por:
A) escura - habitualmente           B) fria - usualmente
C) triste - sempre                          D) cinzenta - ontem
E) desanimadora - diariamente

07- A partir da leitura do texto e da passagem “… tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua”, pode-se entender que James
A) se distrai com as suas apresentações pelas ruas do distrito de Convent Garden.
B) vai para as ruas para alegrar as pessoas que transitam por elas.
C) faz apresentações pelas ruas do distrito para se tornar um artista.
D) tem uma ONG que protege animais de rua.
E) se apresenta nas ruas porque precisa ganhar dinheiro.

História de uma gata
Chico Buarque, Sergio Bardotti, Luis Bacalov
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram

O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé... de gato
Me diziam a todo momento
Fique em casa, não tome vento!
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim

Nós, gatos, já nascemos pobres
 Porém já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás

De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia a dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim

Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém já nascemos livres Senhor,
senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás

Vocabulário:
1. aliciaram (linha 03) - atraíram, seduziram, subornaram.
2. Detefon (linha 06) - inseticida contra moscas, mosquitos, baratas, pulgas, traças, etc.
3. senhorio (linhas 17 e 31) - proprietário de apartamento, condomínio, casa, terra ou bens mobiliários.

08 - No trecho “Mas é duro ficar na sua/Quando à luz da lua/Tantos gatos pela rua” (linhas 11 a 13), pode-se imaginar que a gata deseje
A) ficar em casa.               
B) sair para as ruas
C)admirar a lua.                        
D) comer um bom filé.
E) esperar o seu dono.

09 - Considerando o sentido geral do texto 2, pode-se afirmar que
A) a condição para os gatos serem felizes é a liberdade.
B) Detefon, almofada e trato é tudo o que os gatos desejam.
C) os gatos circulam entre apartamentos e ruas livremente.
D) os gatos se mostram ingratos com seus donos.
E) gatos rebeldes ficam sem filé e almofada.

10 - No trecho “Mas agora o meu dia a dia/É no meio da gataria/Pela rua virando lata/Eu sou mais eu, mais gata” (linhas 23 a 26), o estado de espírito da gata pode ser resumido pelos termos
A) convencida e arrogante.       
B) livre e feliz.
C  irônica e divertida.                  
D) frustrada e infeliz.
E ) independente e bonita.

11- Em qual alternativa abaixo não foi sublinhada uma palavra que indica qualidade?
A) “Ou mesmo um bom filé… de gato” (linha 08)
 B) “Nós, gatos, já nascemos pobres” (linhas 15 e 29)
C) “Porém já nascemos livres” (linhas 16 e 30)
D) “Numa louca serenata” (linha 27)
E) “É no meio da gataria” (linha 24)

12 - Assinale a única frase em que o verbo apresenta noção de tempo presente.
A) “Me alimentaram” (linha 01)
B) “O meu mundo era o apartamento” (linha 05)
C) “Me diziam a todo momento” (linha 09)
D) “De manhã eu voltei pra casa” (linha 19)
E) “Mas agora o meu dia a dia é no meio da gataria” (linha 23-24)

13- Observe:
“Eu sou mais eu, mais gata  / Numa louca serenata” (l. 26-27)
A alternativa que apresenta palavra com sentido equivalente ao do termo destacado é:
A)maluca     
B)estranha    
C)desastrada
D)absurda    
E) esquisita

14-Ao comparar o texto 1 e o texto 2, pode-se afirmar que
A) contam a história de gatos abandonados.
B) contam a história de gatos que nascem pobres e se tornam ricos.
C) contam a história de reencontros entre gatos e seus donos.
D) o texto 1 conta a história de um gato sem lar; o texto 2, de uma gata que busca sua liberdade.
E) o texto 1 conta a história de um animal infeliz; o texto 2, de uma gata feliz que tem tudo o que deseja.


Prova do Concurso de Admissão do CMPA - Adaptada