- O IDOSO BRASILEIRO
- VACINAÇÃO
- ATIVISMO NAS REDES SOCIAIS
- PRECONCEITO LINGUÍSTICO
- IMPARCIALIDADE DA IMPRENSA
- EVASÃO ESCOLAR
- “JEITINHO BRASILEIRO” E CORRUPÇÃO
- JOGOS ELETRÔNICOS E COMPORTAMENTO
- HOMESCHOOLING
- GERAÇÃO NEM-NEM
- EMPATIA
- DEPRESSÃO ENTRE ADOLESCENTES
- PROTAGONISMO JUVENIL
- SEXTING E PORNOGRAFIA DE REVANCHE
- EDUCAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
- DEPENDENTE QUÍMICO E INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA
- VIOLÊNCIA URBANA E INEFICIÊNCIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
- DOENÇAS DA MODERNIDADE
- SUICÍDIO ENTRE JOVENS
- – PATRIOTISMO E PARTICIPAÇÃO DA JUVENTUDE NA POLÍTICA
- DEMOCRACIA, CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL
- A CRISE DOS VALORES MORAIS
"Os homens podem dividir-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa e os que vão atrás a criticar." (Sêneca)
Peço desculpas por não enviar o gabarito das atividades postadas anteriormente, mas tentarei disponibilizar sugestões de respostas para as próximas postagens. Este está sendo um ano de muito trabalho e pouco tempo. Conto com a compreensão de todos. 28/11/16.
domingo, 20 de outubro de 2019
Propostas de redação
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domingo, 16 de abril de 2017
Exercícios Romantismo
O
romance Os sofrimentos do jovem Werther,
do escritor alemão Goethe, é um dos marcos fundadores do romantismo europeu e
exerceu grande influência sobre os escritores românticos brasileiros.
A
obra tem uma estrutura epistolar, construída a partir de cartas que Werther, um
jovem escritor e pintor, escreve a um amigo. Por meio delas, fica-se sabendo da
chegada do jovem a um vilarejo alemão, do despertar de sua paixão não
correspondida por Carlota. Carlota casa-se com Alberto, e Werther torna-se
amigo do casal, o que acentua ainda mais sua frustração amorosa e acaba por
levá-lo ao suicídio.
Você
vai ler, a seguir, duas cartas: a primeira é escrita pelo protagonista logo
após sua chegada ao vilarejo, pouco antes de ele conhecer Carlota e
apaixonar-se por ela. A segunda é escrita quando ele já está perdidamente
apaixonado por Carlota.
10 de maio
Uma
serenidade maravilhosa inundou toda a minha alma, semelhante às doces manhãs
primaveris com as quais me delicio de todo coração. Estou só e entrego-me a
alegria de estar vivendo nesta região, ideal para almas iguais a minha. Estou
tão feliz, meu bom amigo, de tal modo imerso no sentimento de uma existência
tranquila, que minha arte está sendo prejudicada. Neste momento não poderia
desenhar uma linha sequer e, no entanto, nunca fui um pintor mais abençoado do
que agora. Quando, ao meu redor, os vapores emanam do belo vale e o sol a pino
pousa sobre a escuridão indevassável de minha floresta, e apenas alguns raios
solitários se insinuam no centro deste santuário; quando, à beira do riacho
veloz, deitado na grama alta, descubro rente ao chão a existência de mil
plantinhas diferentes; quando sinto mais perto do meu coração o fervilhar do
pequeno universo por entre as hastes, as inumeráveis e indecifráveis formas das
minhoquinhas e dos pequenos insetos, quando sinto a presença do Todo- Poderoso,
que nos criou a Sua imagem, o sopro do Deus Amantíssimo que a todos nos ampara
e sustenta
em eterna glória – nestes momentos, meu amigo, quando a
penumbra da bem-amada, muitas vezes arrebata-me um anelo ardente e fico
pensando: “Ah, se pudesses expressar tudo isso, se pudesses imprimir no papel
tudo aquilo que palpita dentro de ti com tanta plenitude e tanto calor, de tal
forma que a obra tornasse o espelho de tua alma, assim como tua alma é o
espelho do Deus infinito!” – meu amigo – Mas soçobrarei, sucumbo ao poder da
grandiosidade destas
manifestações.
(J. W. Goethe. Os sofrimentos do jovem
Werther. 2. Ed. Trad. Por Marion Fleischer. São Paulo: Martins Fontes, 1998.)
Anelo: desejo
intenso, aspiração.
Soçobrar: perder a
coragem, desanimar, naufragar
30 de agosto
Infeliz! Não
és um tolo? Não te enganas a ti mesmo? Porque te entregas a esta paixão
desenfreada, interminável? Todas as minhas preces dirigem-se a ela; na minha
imaginação não há outra figura senão a dela, e tudo que me cerca somente têm
sentido quando relacionado a ela. E isso me proporciona algumas horas de
felicidade – até o momento em que novamente preciso separar-me dela! Ah,
Wilhelm!, quantas coisas o meu coração desejaria fazer! Depois de estar junto
dela duas ou três horas, deliciando-me com sua presença, suas maneiras, a
expressão celestial de suas palavras, e todos os meus sentidos pouco a pouco se
tornaram tensos, de repente uma sombra turva meus olhos, mal consigo ouvir,
sinto-me sufocado, como se estivesse sendo estrangulado por um assassino, meu
coração bate estouvadamente, procurando acalmar os meus sentidos atormentados, mas
conseguindo apenas aumentar a perturbação – Wilhelm, muitas vezes nem sei se
ainda estou nesse mundo! E em outros momentos - quando a tristeza não me subjuga
e Carlota me concede o pequeno conforto de dar livre curso as minhas mágoas, derramando
lágrimas abundantes sobre suas mãos – tenho necessidade de afastar-me, de ir
para longe, e então me ponho a errar pelos campos. Nessas horas, sinto prazer
em escalar uma montanha íngreme, em abrir caminho num bosque cerrado, passando
por arbustos que me ferem, por espinhos que me dilaceram a pele! Sinto-me um
pouco melhor então. Um pouco! E quando então, cansado e sedento, às vezes fico
prostrado no caminho, no meio da noite, a lua cheia brilhando sobre minha
cabeça, quando na solidão do bosque busco repouso no tronco retorcido de uma
árvore, para aliviar meus pés doloridos, e
então adormeço, na meia-luz, mergulhando num sono inquieto –
Ah, Wilhelm!, nessas horas de solidão de uma cela, o cilício e o cíngulo de
espinhos seriam um bálsamo para minha alma sequiosa! Adeus! Somente o túmulo
poderá libertar-me desses tormentos.
(J. W. Goethe. Os sofrimentos do jovem
Werther. 2. Ed. Trad. Por Marion Fleischer. São Paulo: Martins Fontes, 1998.)
Cilício: cinto ou cordão cheio de pontas usado
pelos penitentes.
Cíngulo:
cordão,
cinto.
Errar:
andar sem
rumo, vaguear.
Prostrado:
abatido,
desanimado, sem forças
Turvar: tornar opaco, tornar triste
1. Compare as duas cartas.
a) Como Werther se sente na primeira carta? E na segunda?
b) A que se deve a mudança de espírito da personagem?
2. A natureza assume um papel de destaque nos textos românticos.
Mais do que mero cenário, ela geralmente interage com as personagens, podendo
espelhar o estado de espírito delas. Observe o modo como a personagem se refere
à natureza nas duas cartas. O que muda na descrição que a personagem faz da natureza
nas duas situações?
3. Durante a era Clássica, os textos literários faziam
referência aos deuses da mitologia Greco-latina. No romantismo, que busca uma
aproximação com seu público consumidor – a burguesia – , surgem manifestações
de religiosidade cristã. Identifique na primeira carta um exemplo dessas
manifestações.
4. Nas obras de ficção do Romantismo, o amor é um tema muito
caro. Geralmente as personagens lutam por seu ideal amoroso, contrapondo-se às
normas, padrões e conveniências sociais. Diante dos obstáculos, os
relacionamentos românticos podem ter dois tipos de desfecho: o final trágico,
que leva à morte de pelo menos um dos amantes, ou o final feliz. Nessa obra de
Goethe, o final é trágico.
a) Que tipo de obstáculo impede Werther de conquistar o amor
Carlota?
b) Leia a última frase da segunda carta. Que significado tem
a morte para Werther nesse contexto?
5. O escapismo ou
desejo de evasão é uma constante nos textos românticos. Manifesta-se na busca
da natureza, na fuga para o passado próximo (a infância) ou distante (a idade
Média), o sonho ou a fantasia e a morte. Identifique, na segunda carta,
manifestações do escapismo.
6. Identifique as características românticas presentes nas
cartas da obra de Goethe.
Fonte: livro Português linguagens - 2º ano EM
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
domingo, 27 de novembro de 2016
Concurso de Poemas - Diversidade e Respeito às Diferenças
Diversidade
- Joyce
Alves lima – 9 ano 1
Olha
o mulato,
Olha
a baixinha ,
Olha
a amarela,
Um
país,
Diversos
- Diovanna
Alves de Souza – 9º ano 1
É
difícil decidir
amor
esse que me faz amar
Pôr
do sol - Ludmila
de oliveira rocha – 9º ano 01
Estava
na janela do meu quarto
Diferente
- Talita
Oliveira Miranda – 9º ano 1
Raças,
culturas e crenças
Igual
aqui,
Bonita
é a diversidade
Sem
mais nem menos
Respeito
às diferenças - Jéferson
Ramos Fonseca – 9º ano 1
Cultura
é o mesmo que diversidade
Respeitar
as diferenças
O
desrespeito é uma doença
Virou
moda? - Giane – 9º ano 1
Não
sei por que me incomoda
Pouco
importa o penteado,
Racismo
não é só com negros
Sabem
que existe lei
Diversidade
fundamental - Larissa
C. de Almeida – 9º ano 1
A
diversidade é fundamental,
A
diversidade é fundamental,
A
diversidade é fundamental,
A
diversidade é fundamental,
Paz
para o mundo - Talita
Vitória B. Santos – 1º ano 1
Quão
bom seria se tivéssemos paz
Quão
bom seria se todos pensássemos assim
Para
o mundo evoluir
Respeito
às diferenças - Luiza
Carolina S. Andrade – 9º ano 3
Somos
todos diferentes
Uns
buscam igualdade
Lutamos
por mais respeito
Vamos todos refletir
Nos juntar e fazer acontecer.
Essa indiferença às diferenças precisa mudar
Vamos parar ou será esse detalhe que irá nos separar.
A
diversidade - Luiza
Nogueira – 2º ano 3
Há
pessoas de todo o jeito
Tem
pessoas que não entendem
Respeitar
é um ponto chave
Sentimentos
de menina - Taís
– 2º ano 3
A
menina que sorria
Ela
gostava de ouvir
Com
seu dia cheio de cores e flores
Na
rua ela passava
Diversidade
- Leonardo
Durães – 3º ano 3
É
inaceitável que nos dias de hoje
Pessoas
que acham que são
Pessoas
que não percebem
O
respeito é a base - Rafael
Pinheiro – 1º ano 2
Tem
muita gente que diz
Para
se ter um mundo melhor
O
respeito é a base de tudo,
Respeite
a todos,
Premiação dos três mais votados:
livros
* O circo mecânico - Edição limitada em capa dura
* O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - capa dura
* Doce perdão - capa comum
A escolha dos prêmios será feita pelos vencedores obedecendo a ordem de classificação.
livros
* O circo mecânico - Edição limitada em capa dura
* O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - capa dura
* Doce perdão - capa comum
A escolha dos prêmios será feita pelos vencedores obedecendo a ordem de classificação.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Prova orações coordenandas
Aluno(a):_______________________________Nº:______Turma:_______
1. Leia a tirinha do
cartunista Jean Galvão:
a) Os amigos se distanciarem
e só se encontrarem muito tempo depois é comum. Contudo, essa tirinha nos
surpreende, com a intenção de provocar humor. Em que quadrinho ficamos sabendo
o real motivo do afastamento dos dois amigos? Explique.
b) Há uma conjunção que
colabora para a mudança de expectativa do leitor. Que conjunção é essa e que
ideia ela expressa? Explique.
c) A conjunção e pode
expressar outras ideias além da adição, como adversidade e conclusão. Que ideia
essa conjunção expressa no terceiro quadrinho?
d)Reescreva o período do
terceiro quadrinho, substituindo a conjunção e por outra, conforme a resposta dada na questão C.
classifique as orações.
2. Nos itens abaixo, reúna
cada par de orações em um único período, usando uma conjunção que explicite
adequadamente a relação lógico-semântica entre elas, depois indique se essa
relação é de adição, oposição, alternância, conclusão ou explicação.
a) Sabemos muito sobre o
universo. Às vezes, não sabemos o nome do nosso vizinho.
b)Com a falta de chuvas a vegetação rasteira secou. O perigo de incêndio
era constante.
c) Lute com toda disposição
do mundo. Desista de seus sonhos.
d) Lute com toda disposição
do mundo. A realização de seus sonhos depende só de você.
3. (Enem – MEC) Leia o texto.
A gentileza é algo difícil
de ser ensinado e vai muito além da palavra educação. Ela é difícil de ser
encontrada, mas fácil de ser identificada, e acompanha pessoas generosas e
desprendidas, que se interessam em contribuir para o bem do outro e da sociedade.
É uma atitude desobrigada, que se manifesta nas situações cotidianas e das
maneiras mais prosaicas.
SIMURRO, S. A. B. Ser gentil é ser saudável. Disponível: em http://www.abqv.org.br. Acesso em: 22 jun. 2006 (adaptado).
SIMURRO, S. A. B. Ser gentil é ser saudável. Disponível: em http://www.abqv.org.br. Acesso em: 22 jun. 2006 (adaptado).
No texto, menciona-se que
a gentileza extrapola as regras de boa educação. A argumentação construída
A) apresenta fatos que
estabelecem entre si relações de causa e de consequência.
B) descreve condições para
a ocorrência de atitudes educadas.
C) indica a finalidade
pela qual a gentileza pode ser praticada.
D) enumera fatos
sucessivos em uma relação temporal.
E) mostra oposição e
acrescenta ideias.
Interpretação de texto para 7º e 8º ano
A
diversidade como riqueza
—
Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes
no dia a dia...
— Será que ainda vamos entender tudo isso?
— E, mesmo que a gente entenda, será que vamos ter de
achar tudo bom?
— Deus me livre! Só faltava eu ter de gostar de
miolo! Será que não vamos mais poder fazer só o que gostamos?
Gostar de tudo é a questão que queremos discutir,
afinal gostamos mais daquilo com que estamos acostumados. Se desde pequenos
comemos bife e batata frita, vai ser difícil passarmos a comer miolo.
Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!
Do mesmo jeito, se só vemos filme de ação, será que
vamos acompanhar com prazer um filme que se desdobra lentamente, por meio da
apresentação de aspectos psicológicos dos personagens? Mas, por sua vez, tem
gente que gosta tanto de drama como de comédia, de ficção científica e até de
filme de arte.
Com relação a pessoas acontece o mesmo: gostamos dos
nossos amigos porque temos alguma coisa em comum com eles, porque desenvolvemos
uma relação de amizade ao longo do tempo, não de uma hora para outra. O que não
quer dizer que as únicas pessoas legais do mundo sejam os nossos amigos!
Existem muitas outras pessoas que podemos conhecer e admirar!
O importante é compreender que a diversidade
existente no mundo é uma riqueza, é uma fonte inesgotável de novas
possibilidades para cada um de nós. Conhecer outros modos de pensar, de viver,
de falar, de crer nos dá a possibilidade de ver o mundo por uma perspectiva
diferente daquela com a qual estamos acostumados. Dessa forma a nossa
compreensão do mundo se amplia e temos a oportunidade de escolher como queremos
conduzir a nossa vida.
Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos
e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito.
Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade: respeito pela
natureza, por todos os seres humanos, pelas diferentes culturas como expressões
de experiências de vida e de necessidades diversas.
[...]
Considerando o mundo cultural, vemos que a riqueza se
torna quase infinita. Da Pré-História até nossos dias, quantas realizações
humanas! Realizações políticas, religiosas, artísticas. Acrescentam-se as
formas de convivência social, familiar, os hábitos de nossa vida diária, os
costumes que regem nossa alimentação. Quantas línguas foram criadas nesse
espaço de tempo! A criatividade humana é realmente inesgotável e é a
pluralidade cultural que torna o mundo atraente, interessante, curioso e
surpreendente.
Cada um de nós nasce e cresce dentro de uma cultura,
aprendendo a língua materna seguindo hábitos e costumes de um determinado
grupo, crendo em certos princípios e dogmas religiosos. Essa cultura comum
fortalece os laços entre os indivíduos do grupo, faz com que eles pensem não só
como pessoas isoladas mas também como um conjunto que partilha uma mesma visão
de mundo, os mesmos valores.
Toda essa herança cultural pode ser transformada,
alargada em seus horizontes, ao contrário de nossa herança genética, que não
pode ser mudada, pelo menos por enquanto. Conhecer uma outra cultura é quase
como tornar-se criança outra vez: é enxergar a realidade por outros olhos.
Exige de nós o esforço de nos colocarmos dentro de um outro sistema de valores,
de usos e costumes para tentar compreendê-los em sua lógica interna.
Do ponto de
vista cultural, não existe cultura certa e cultura errada, superior ou
inferior. A cultura do Rio Grande do Sul, por exemplo, não é melhor ou pior do
que a cultura do Piauí, assim como a cultura norte-americana e a européia não
são superiores à cultura brasileira. Cada cultura é adequada ao grupo que a
cria para expressar a visão de mundo específica desse grupo.
Muitas vezes, o modo pelo qual nos habituamos a
viver, a pensar o mundo e a nos relacionar com o divino pode nos parecer como
sendo o único modo certo. Entretanto, os outros modos culturais não são
errados, são apenas diferentes. Não precisamos adotá-los, só respeitá-los,
reconhecendo que têm tanto valor quanto os nossos. Comer com hashi (aqueles pauzinhos japoneses) é
diferente de comer com os dedos ou com a colher e o garfo. Só isso.
É claro, porém, que cada cultura propõe valores que
sempre podem ser analisados no sentido de saber se são adequados a toda a
humanidade. Sabemos que existem obras de cultura que promovem a violência, o
racismo, o preconceito. É só ligarmos a televisão para encontrarmos exemplos
disso em filmes, novelas e programas de variedades. Essa “cultura” precisa ser
recusada porque nos leva à barbárie, ao caos, e não nos ajuda a nos tornar mais
humanos. Cultura é “aquilo que é cultivado, cuidado”, que cimenta as relações
humanas e ajuda a criar uma sociedade mais justa.
O conhecimento de outras culturas, portanto, nos
torna mais flexíveis, mais tolerantes, mais respeitosos. Acima de tudo, esse
conhecimento nos possibilita descobrir do que realmente gostamos e do que não
gostamos; afina o nosso gosto, abre alternativas para a construção de um
projeto de vida mais rico, diferente e único. Porque é o nosso projeto, de ninguém
mais.
Conhecimento sozinho não basta. É necessário que ele
venha acompanhado da prática cotidiana do respeito e da tolerância por todos
aqueles que são diferentes de nós ou que pensam de modo diferente, a partir de
outros valores igualmente humanos.
Maria Helena Pires Martins. Somos todos diferentes!: convivendo com a
diversidade do mundo. São Paulo: Moderna, 2001.p.42-6. (Aprendendo a
com-viver).
Dogmas: crenças.
Barbárie: selvageria.
1. O texto é construído com base em uma ideia central.
a) Que ideia é essa?
b) De acordo com o texto como as pessoas devem agir em
relação à diversidade cultural?
c) Segundo a autora, qual é a importância de conhecer
outras culturas?
2. A autora explica o porquê de gostarmos de uma coisa e
não de outra. Qual é a justificativa que ela dá para isso?
3. Em determinado momento do texto, é explicado como as
pessoas se inserem em uma cultura. De que forma isso ocorre?
4. O texto evidencia a riqueza cultural, destacando seus
aspectos positivos, porém cita alguns exemplos negativos exibidos em filmes,
novelas e programas de televisão.
a) Identifique alguns aspectos negativos.
b) Segundo a autora, por que eles devem ser evitados?
5. Em relação a outras culturas, a autora afirma que não
é necessário tomá-las como nossas. No entanto, destaca que é preciso
aprendermos a respeitá-las, para que sejamos mais flexíveis e tolerantes com a
diversidade. O que a autora propõe para isso?
6. De acordo com o texto, a diversidade “nos dá a
oportunidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual
estamos acostumados.”. Explique essa afirmação.
7. Releia o seguinte trecho:
Assim como
temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para
nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a
chave da vida em sociedade...
a) Alguma vez você se sentiu desrespeitado ou presenciou
uma atitude de desrespeito por outras pessoas? Como você se sentiu?
b) É possível afirmar que atitudes como as indicadas
nesse trecho podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa,
sem preconceitos e rica culturalmente? Por quê?
Explorando a
linguagem
1. Releia o seguinte trecho: “Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!”.
a) A quem a autora está se dirigindo? Explique sua
resposta.
b) Quais palavras a seguir podem substituir o termo em
destaque, mantendo o sentido da frase?
mas – nem – porém – logo
c) Que sentido essa palavra atribui à ideia expressa:
soma, oposição ou conclusão?
2. As reticências assumem diferentes funções de acordo
com o contexto em que são inseridas. Elas podem interromper uma ideia, marcar
uma hesitação ou também apelar para a imaginação do leitor.
Com
que objetivo as reticências forma empregadas no trecho: “— Estava aqui
pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a
dia...”?
3. No trecho “Comer com hashi [...]”, por que o termo foi destacado em itálico?
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Prova de Português - 7º/8º ano
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num
quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, 1 num sujeito que não consegue fazer nada
direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até repetem aquela
história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles
cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo; percorria as planícies
da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante, procurando
inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele chamava
de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme
cata-vento que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses
moinhos, gigantes que agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu
ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum; mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo
de que aquele era o grande combate de sua vida. Empunhando a lança, partiu a
galope contra os gigantes…
O resultado, diz
Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do moinho,
ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas
as pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que
Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também conheceu o Dom
Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas
não por confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas
asas que giram”, pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa
sensacional.”
E foi o que ele tentou.
Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz dá completamente
certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom Quixote, ele
viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje sobem;
estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo
sonhava. Mais que isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se
divertir. É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento,
não tinha importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído
e adaptado de
FILHO,
Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas. São
Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
01 - O autor, Moacyr Scliar,
reconta a clássica história de Dom Quixote alterando a versão original. O artifício que
utiliza para atingir esse objetivo é
A ) desmentir a história contada por
Cervantes, autor do texto original.
B ) introduzir, no texto, a versão de seu
tatara-tatara-tataravô, um contador de histórias.
C) confrontar as versões do seu
tatara-tatara-tataravô e a de Cervantes, já que ambos conheceram pessoalmente
Dom Quixote.
D ) ambientar a história em um parque de
diversões a fim de torná-la mais leve e divertida.
E ) recontar a história de acordo com sua
imaginação, desconsiderando totalmente a versão original.
02 - Considere as afirmações
que seguem a respeito do texto lido.
I. Em suas aventuras, Dom Quixote era
acompanhado por seu cavalo Rocinante, por sua amada Dulcineia e por seu fiel
escudeiro Sancho Pança.
II. Sancho Pança tinha maior senso de
realidade do que Dom Quixote, mas não conseguia fazê-lo desistir de suas
ideias.
III. Embora normalmente Dom Quixote se
desse mal em suas aventuras, na versão contada por Moacyr Scliar, o personagem atinge
seu momento de glória ao inventar a roda gigante.
Quais estão corretas?
A) Apenas I. B) Apenas II. C) Apenas III. D) II e III. E) I, II e III.
03- Se o narrador da história
fosse o próprio Dom Quixote, a frase “Dom Quixote estava certo de que aquele
era o grande combate de sua vida.” poderia ser reescrita, mantendo-se a
coerência, como:
A) Eu estava certa de que estava diante do
grande combate de minha vida.
B) Eu estava certo de que aquele era o
grande combate de nossa vida.
C) Eu estava certo de que aquele era o
grande combate de minha vida.
D) Nós estávamos certos de que se tratava
do grande combate de nossa vida.
E)
Nós estávamos certos de que aquele era o grande combate de minha vida.
04 - Em um texto narrativo, a
história se desenvolve sobretudo com base em uma complicação e em um clímax. As ações que sintetizam
essas partes, respectivamente, são
A) o momento em que Dom Quixote desafia
para a luta os moinhos de vento – o momento em que ele enfia sua lança nas
“asas” dos moinhos.
B) o momento em que Dom Quixote leva um
tombo feio – o momento em que ele inventa a roda gigante.
C) o momento em que Dom Quixote empunha sua
lança e combate os moinhos – o momento em que ele vê os gigantes e fica
fascinado.
D) o momento em que Dom Quixote percorre as
planícies da Espanha procurando inimigos para desafiar – o momento em que ele
se apaixona por Dulcineia.
E) o momento em que Sancho Pança tenta
inutilmente convencer Dom Quixote de que não havia gigante nenhum – o momento
em que Dom Quixote é levantado pelo moinho e vive seu momento de glória.
05 - Em narrativas de ficção, o narrador pode
mencionar fatos ou expressar opiniões sobre a história. Considerando essa
afirmação, analise os trechos selecionados, assinalando se indicam FATO (F) ou
OPINIÃO (O).
a) (
) “Ele era um daqueles cavaleiros
andantes que usavam armadura, lança e escudo, […].”
b) (
) “Naquela época, vocês sabem, o
trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento que fazia girar a máquina
de moer.”
c) (
) “O resultado, diz Cervantes,
foi desastroso.”
d) (
) “Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.”
e) ( ) “Não deu completamente certo, porque
nada do que a gente faz dá completamente certo; […].”
06 - Em “Pois um dia este Dom Quixote avistou ao longe
uns moinhos de vento.” o uso da palavra pois pode ser explicado como
A) uma conjunção explicativa que vincula a
ideia iniciada no período à frase anterior.
B) um termo que objetiva dar continuidade à
narrativa, tornando a linguagem mais rebuscada.
C) uma conjunção conclusiva que mantém o
mesmo sentido de então.
D) uma marca de oralidade reproduzida na
escrita.
E) um recurso específico das narrativas,
que imprime mais dinamicidade à história contada.
07
- Observe o período:
“A lança do
cavaleiro ficou presa nas asas do moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado
para longe.”
Se as ações acima
descritas, situadas no passado, indicassem hipótese (suposição), o trecho
deveria ser reescrito da seguinte maneira:
A) A lança do
cavaleiro ficara presa nas asas do moinho; ele fora levantado no ar e depois
jogado para longe.
B) A lança do
cavaleiro havia ficado presa nas asas do moinho, ele havia sido levantado no ar
e depois jogado para longe.
C) Se a lança do
cavaleiro ficasse presa nas asas do moinho, ele seria levantado no ar e depois
jogado para longe.
D ) Quando a
lança do cavaleiro ficar presa nas asas do moinho, ele será levantado no ar e
depois será jogado para longe.
E) Caso a lança
do cavaleiro fique presa nas asas do moinho, ele deve ser levantado no ar e
depois jogado para longe.
08 - Em “(…) as pessoas logo
pensam num sujeito que não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias,
mas sempre quebra
a cara.” a
expressão destacada é usada informalmente. Para se adequar à norma culta,
mantendo-se o sentido pretendido, a expressão poderia ser substituída por
A) se frustra B) se dá mal. C) se coloca em confusão.
D) é mal compreendido. E) é mal sucedido em suas ações.
09 - Em “Mais que isso, ele
tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.” , o termo destacado só não poderia ser substituído,
sem prejuízo de sentido, por
A) maravilhosa.
B) fantástica
C) inesquecível.
D) espetacular.
E) extraordinária.
Texto 2
Dom Quixote dos
tempos modernos
Eu, há já algum tempo vos tinha dito
Que eu era um Dom Quixote
Que me bato mesmo sem ter lança
Sem cavalo nem Sancho Pança.
Eu sou um Dom Quixote moderno.
Faço-me sempre advogado do diabo
Bato-me contra moinhos de vento
Mas os monstros, eu compreendo
Não estão cá para me escutar.
Bato-me contra as injustiças
Sem grandes possibilidades, confesso,
Bato-me com gritos de revolta.
Mas sempre em vão, sem sucesso.
Esta noite sonhei que me batia
Contra um inimigo forte em demasia.
Ele tinha armas poderosas, aviões,
Mesmo contra essas aeronaves eu combatia,
Com jactos de água das lanças do meu
jardim.
Mas batia-me, batia-me, eu sou assim.
Bato-me como posso neste inferno.
Mas que querem? Isto está em mim!
Sou um Dom Quixote dos tempos modernos.
Alberto Rodrigues da Fonseca (autor português)
Disponível em http://sacavempoesia.blogspot.com.Acesso
em 15 de setembro de 2013.
10- Ao longo do poema, a forma
verbal bato-me
é
utilizada em sentido diferente do usual. Assinale a alternativa cujo sentido do termo
destacado equivale ao empregado no poema.
A) O cavalo bateu a pata na árvore com
violência.
B) Os justos batem-se à vida inteira por
seus valores.
C) De repente, bateu-lhe um grande arrependimento.
D) As informações não batem com os fatos.
E) Meu coração bate acelerado.
11-O Dom Quixote dos tempos
modernos é
um sujeito que
A) não usa lança, nem cavalo, nem combate
moinhos de vento.
B) luta por seus ideais, mesmo sem obter
sucesso.
C) não combate os inimigos da modernidade.
D) se mostra indignado com armas poderosas,
aviões e aeronaves.
E) acredita num mundo melhor, mas nada faz
para obtê-lo.
12- Considerando a relação que
se estabelece entre o autor do texto e seus interlocutores, pode-se afirmar que
A) o uso de vos, no primeiro verso, indica
respeito do autor por seus leitores.
B) o autor dialoga hipoteticamente com Dom
Quixote.
C) o autor mostra-se indignado com as
injustiças sociais e revolta-se com seus leitores.
D) o autor dialoga com seus leitores na
tentativa de convencê-los a lutar pela sua causa.
E) os leitores são desconsiderados
totalmente pelo autor do texto.
Disponível em: www.google.com.br/search?q=dom+quixote+em+tirinhas
Acesso em 30 de setembro de 2013.
13 - Considerando que, no
contexto apresentado pela tirinha, Dom Quixote enxerga um gigante, e Sancho Pança vê
um moinho, podemos associá-los respectivamente a
A) um corajoso e um medroso.
B) um sonhador e um realista.
C) um ambicioso e um simplório
D)um otimista e um pessimista.
E) um privilegiado e um desfavorecido.
14- Ao analisar texto e
imagem, pode-se afirmar que
A) a visão de Sancho Pança não é tão nítida
quanto a de Dom Quixote.
B) Dom Quixote enxerga um gigante pelo fato
de já o conhecer de outras aventuras.
C) Dom Quixote e Sancho Pança olham para o
mesmo lugar, mas têm visões diferentes.
D) a expressão do gigante indica que ele
estava com medo do herói da história.
E) Sancho Pança não enxerga o gigante por
sentir medo.
15
-Compare os três textos e assinale a alternativa correta quanto à
leitura e interpretação.
A) Os três textos
ressaltam a revolta de Dom Quixote em relação à sociedade, embora o retratem em
ambientes diferentes.
B) Os três textos
retratam o romantismo de Dom Quixote, que vê o mundo de forma mais bonita do
que realmente é.
C) Os três textos
retratam o idealismo de Dom Quixote, que, mesmo em contextos diferentes, é
representado como um grande sonhador.
D) Os dois primeiros textos são fiéis à
história original de Cervantes; o terceiro, por sua vez, cria um Dom Quixote
típico do século XXI.
E) O primeiro
texto narra a história de Dom Quixote; o segundo, transpõe a versão original
para a forma poética; já o terceiro, sintetiza-a por meio de uma imagem.
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