Peço desculpas por não enviar o gabarito das atividades postadas anteriormente, mas tentarei disponibilizar sugestões de respostas para as próximas postagens. Este está sendo um ano de muito trabalho e pouco tempo. Conto com a compreensão de todos. 28/11/16.

domingo, 16 de abril de 2017

Exercícios Romantismo

            O romance Os sofrimentos do jovem Werther, do escritor alemão Goethe, é um dos marcos fundadores do romantismo europeu e exerceu grande influência sobre os escritores românticos brasileiros.
            A obra tem uma estrutura epistolar, construída a partir de cartas que Werther, um jovem escritor e pintor, escreve a um amigo. Por meio delas, fica-se sabendo da chegada do jovem a um vilarejo alemão, do despertar de sua paixão não correspondida por Carlota. Carlota casa-se com Alberto, e Werther torna-se amigo do casal, o que acentua ainda mais sua frustração amorosa e acaba por levá-lo ao suicídio.
            Você vai ler, a seguir, duas cartas: a primeira é escrita pelo protagonista logo após sua chegada ao vilarejo, pouco antes de ele conhecer Carlota e apaixonar-se por ela. A segunda é escrita quando ele já está perdidamente apaixonado por Carlota.

10 de maio
            Uma serenidade maravilhosa inundou toda a minha alma, semelhante às doces manhãs primaveris com as quais me delicio de todo coração. Estou só e entrego-me a alegria de estar vivendo nesta região, ideal para almas iguais a minha. Estou tão feliz, meu bom amigo, de tal modo imerso no sentimento de uma existência tranquila, que minha arte está sendo prejudicada. Neste momento não poderia desenhar uma linha sequer e, no entanto, nunca fui um pintor mais abençoado do que agora. Quando, ao meu redor, os vapores emanam do belo vale e o sol a pino pousa sobre a escuridão indevassável de minha floresta, e apenas alguns raios solitários se insinuam no centro deste santuário; quando, à beira do riacho veloz, deitado na grama alta, descubro rente ao chão a existência de mil plantinhas diferentes; quando sinto mais perto do meu coração o fervilhar do pequeno universo por entre as hastes, as inumeráveis e indecifráveis formas das minhoquinhas e dos pequenos insetos, quando sinto a presença do Todo- Poderoso, que nos criou a Sua imagem, o sopro do Deus Amantíssimo que a todos nos ampara e sustenta
em eterna glória – nestes momentos, meu amigo, quando a penumbra da bem-amada, muitas vezes arrebata-me um anelo ardente e fico pensando: “Ah, se pudesses expressar tudo isso, se pudesses imprimir no papel tudo aquilo que palpita dentro de ti com tanta plenitude e tanto calor, de tal forma que a obra tornasse o espelho de tua alma, assim como tua alma é o espelho do Deus infinito!” – meu amigo – Mas soçobrarei, sucumbo ao poder da grandiosidade destas
manifestações.
(J. W. Goethe. Os sofrimentos do jovem Werther. 2. Ed. Trad. Por Marion Fleischer. São Paulo: Martins Fontes, 1998.)

Anelo: desejo intenso, aspiração.
Soçobrar: perder a coragem, desanimar, naufragar

30 de agosto
            Infeliz! Não és um tolo? Não te enganas a ti mesmo? Porque te entregas a esta paixão desenfreada, interminável? Todas as minhas preces dirigem-se a ela; na minha imaginação não há outra figura senão a dela, e tudo que me cerca somente têm sentido quando relacionado a ela. E isso me proporciona algumas horas de felicidade – até o momento em que novamente preciso separar-me dela! Ah, Wilhelm!, quantas coisas o meu coração desejaria fazer! Depois de estar junto dela duas ou três horas, deliciando-me com sua presença, suas maneiras, a expressão celestial de suas palavras, e todos os meus sentidos pouco a pouco se tornaram tensos, de repente uma sombra turva meus olhos, mal consigo ouvir, sinto-me sufocado, como se estivesse sendo estrangulado por um assassino, meu coração bate estouvadamente, procurando acalmar os meus sentidos atormentados, mas conseguindo apenas aumentar a perturbação – Wilhelm, muitas vezes nem sei se ainda estou nesse mundo! E em outros momentos - quando a tristeza não me subjuga e Carlota me concede o pequeno conforto de dar livre curso as minhas mágoas, derramando lágrimas abundantes sobre suas mãos – tenho necessidade de afastar-me, de ir para longe, e então me ponho a errar pelos campos. Nessas horas, sinto prazer em escalar uma montanha íngreme, em abrir caminho num bosque cerrado, passando por arbustos que me ferem, por espinhos que me dilaceram a pele! Sinto-me um pouco melhor então. Um pouco! E quando então, cansado e sedento, às vezes fico prostrado no caminho, no meio da noite, a lua cheia brilhando sobre minha cabeça, quando na solidão do bosque busco repouso no tronco retorcido de uma árvore, para aliviar meus pés doloridos, e
então adormeço, na meia-luz, mergulhando num sono inquieto – Ah, Wilhelm!, nessas horas de solidão de uma cela, o cilício e o cíngulo de espinhos seriam um bálsamo para minha alma sequiosa! Adeus! Somente o túmulo poderá libertar-me desses tormentos.
(J. W. Goethe. Os sofrimentos do jovem Werther. 2. Ed. Trad. Por Marion Fleischer. São Paulo: Martins Fontes, 1998.)

Cilício: cinto ou cordão cheio de pontas usado pelos penitentes.
Cíngulo: cordão, cinto.
Errar: andar sem rumo, vaguear.
Prostrado: abatido, desanimado, sem forças
Turvar: tornar opaco, tornar triste

1. Compare as duas cartas.
a) Como Werther se sente na primeira carta? E na segunda?
b) A que se deve a mudança de espírito da personagem?

2. A natureza assume um papel de destaque nos textos românticos. Mais do que mero cenário, ela geralmente interage com as personagens, podendo espelhar o estado de espírito delas. Observe o modo como a personagem se refere à natureza nas duas cartas. O que muda na descrição que a personagem faz da natureza nas duas situações?

3. Durante a era Clássica, os textos literários faziam referência aos deuses da mitologia Greco-latina. No romantismo, que busca uma aproximação com seu público consumidor – a burguesia – , surgem manifestações de religiosidade cristã. Identifique na primeira carta um exemplo dessas manifestações.

4. Nas obras de ficção do Romantismo, o amor é um tema muito caro. Geralmente as personagens lutam por seu ideal amoroso, contrapondo-se às normas, padrões e conveniências sociais. Diante dos obstáculos, os relacionamentos românticos podem ter dois tipos de desfecho: o final trágico, que leva à morte de pelo menos um dos amantes, ou o final feliz. Nessa obra de Goethe, o final é trágico.
a) Que tipo de obstáculo impede Werther de conquistar o amor Carlota?
b) Leia a última frase da segunda carta. Que significado tem a morte para Werther nesse contexto?

5. O escapismo ou desejo de evasão é uma constante nos textos românticos. Manifesta-se na busca da natureza, na fuga para o passado próximo (a infância) ou distante (a idade Média), o sonho ou a fantasia e a morte. Identifique, na segunda carta, manifestações do escapismo.


6. Identifique as características românticas presentes nas cartas da obra de Goethe.

Fonte: livro Português linguagens - 2º ano EM

domingo, 27 de novembro de 2016

Concurso de Poemas - Diversidade e Respeito às Diferenças

Diversidade -   Joyce Alves lima – 9 ano 1

Olha o mulato,
No meio do povo.
Olha a cigana,
Com as suas manhas.
Olha o branco,
Com suas façanhas

Olha a baixinha ,
Com suas manias.
Olha a altinha,
Com suas maravilhas.
Olha a gordinha,
Com sua simpatia.

Olha a amarela,
Sendo amiga da azul.
Olha a chinesa,
Sambando por aí.
Olha a católica,
Conversando com a evangélica.
Olha a alegria,
Que Floresce.

Um país,
Com a diversidade
Do tamanho do mundo.
Pois ninguém é igual a ninguém.
Cada cultura,
Um respeito.
Pois as diferenças são de todos.                            

 Diversos -  Diovanna Alves de Souza – 9º ano 1

É difícil decidir 
Qual parte de ti,
Devo amar mais.
Talvez a mulata pequena 
De beleza serena.
Ou a ruiva de pele alva,
Salpicada por sardas,
Aqui e ali.
Com seu cabelo selvagem, cheio de fulgor
Que faz brotar em meu coração 
A mais estranha chama de amor,
amor esse que me faz amar 
Cada mulher desse Brasil,
Independente do jeito ou lugar,
Se é do sertão, ou se vive na beira do mar.
Para mim, não importa se é diferente ou se é igual,
Se é branca, negra, parda ou azul.
Porque para o amor não existe cor nem rumo 
Não existe leste, oeste ou sul.
Digo e repito, não existe cor superior.
Então garota, pare de pensar que eu olharei para a sua etnia 
E seduza – me com a exuberância de seu mundo interior. 


Pôr do sol - Ludmila de oliveira rocha – 9º ano 01

Estava na janela do meu quarto
Olhando a vista perfeita do pôr do sol
E enquanto isso
Me desmaiava em meus pensamentos
Me lembrando de quando era criança
Quando cor era prioridade
Quando eu não podia brincar,
Não podia falar.
Até quando cresci
“Aqui não contratamos gente preta”
Sim, eu sofri
A lua ia se levantando
E eu ia me lembrando do que me disseram,
Do que me fizeram,
Do que acreditei
E chorei, chorei.
E agora,
Nesses meus 70 anos
Penso que vivi o bastante para saber
Que existe preconceito
Mas também existe direito
E enquanto houver direito
Haverá respeito.                                       
  
Diferente -   Talita Oliveira Miranda – 9º ano 1

Raças, culturas e crenças
É o que traz diferença
Em nosso mundo falso
Com o fardo pesado

Igual aqui,
Igual ali,
O quão sem graça seria
Esse mundo sem fim?

Bonita é a diversidade
Colorida por povos
E julgada pela sociedade

Sem mais nem menos
Inteligentes são os diferentes
Que sabem pensar antes de falar. 
                                         
Respeito às diferenças - Jéferson Ramos Fonseca – 9º ano 1

Cultura é o mesmo que diversidade
Cada um tem a sua cultura
Por isso deve-se viver em sociedade
E não devemos ser cabeça dura

Respeitar as diferenças
É algo necessário
Para o mundo não ser primário
Respeito vem de nascença.

O desrespeito é uma doença 
Que nos contamina
Respeite às diferenças
Elas sempre existirão
Goste ou não.
                                            
 Virou moda? - Giane – 9º ano 1

Não sei por que me incomoda
E não entendo direito
Será que já virou moda
Esse tal preconceito?

Pouco importa o penteado,
Ou a cor do meu cabelo
Para o racista é errado,
O fato de assim eu tê-lo.

Racismo não é só com negros
E também não só com brancos
Mas os preconceituosos
Não preocupam-se em ser francos.

Sabem que existe lei
Sabem que é proibido,
Vou fingindo que não sei
E passa despercebido.
                                                               
Diversidade fundamental -    Larissa C. de Almeida – 9º ano 1

A diversidade é fundamental,
Conhecer outras culturas
Nos ajuda a crescer
Sabendo o que ser.

A diversidade é fundamental,
Os diferentes 
Te ensinando a ser melhor
Deixando de lado o pior

A diversidade é fundamental,
Pobre, rico, branco, negro
São diferentes
Mas são todos gentes.

A diversidade é fundamental,
Nos ensina a tornar o mundo melhor
Para quem sabe respeitar
E não causa dor.
                                   
 Paz para o mundo -  Talita Vitória B. Santos – 1º ano 1

Quão bom seria se tivéssemos paz
Da liberdade e da alegria corrêssemos atrás
Deixássemos de lado as diferenças existentes
E começássemos a ver humanos, simplesmente.

Quão bom seria se todos pensássemos assim
Existe cultura diferente, mas nunca vi cultura ruim
Devo respeitar, assim como respeito mereço
Apenas existem culturas que não conheço.

Para o mundo evoluir
Para que nenhuma cultura se rejeite
Devemos parar para ouvir
Conheça e respeite!
                                          
  Respeito às diferenças - Luiza Carolina S. Andrade – 9º ano 3

Somos todos diferentes
Mas às vezes tão iguais
Ações diferentes
Com os mesmo ideais.

Uns buscam igualdade
Eu só busco paz
Enquanto houver tanta indiferença
Não nos será prazerosa a liberdade.

Lutamos por mais respeito 
Culturas distintas, conhecidas ou não
São todas partes de nós

Vamos todos refletir
Nos juntar e fazer acontecer.
Essa indiferença às diferenças precisa mudar
Vamos parar ou será esse detalhe que irá nos separar.

                                
 A diversidade - Luiza Nogueira – 2º ano 3

Há pessoas de todo o jeito
Muita gente de todas as cores
Grande, gordo, pequeno e magro,
Cada um com os seus valores.

Tem pessoas que não entendem 
Essa grande diversidade.
Mas que em todo povo e raça,
Haja paz e felicidade.

Respeitar é um ponto chave
Pra em um mundo melhor se viver
Que haja respeito e tranquilidade
E sempre feliz não deixe de ser.
                                                             
Sentimentos de menina - Taís – 2º ano 3

A menina que sorria
No fundo sentia
Uma grande agonia que a reprimia.

Ela gostava de ouvir
Músicas de alegria
Só que todos não viam
A tristeza que ali existia.

Com seu dia cheio de cores e flores
À noite ela dormia
E ali as trevas a consumia.

Na rua ela passava
Sendo assim vaiada
Pelo nome de negrinha
Ali ela sentia 
Que para nada ela servia.
                                                                        

Diversidade - Leonardo Durães – 3º ano 3

É inaceitável que nos dias de hoje
Ainda haja preconceito
E depois de tanto tempo de injustiça
Ainda haja pessoas desse jeito.

Pessoas que acham que são
Donas da verdade
Que julgam os outros
Pela cor, raça, religião e sexualidade.

Pessoas que não percebem
Que é a diversidade do mundo que é bonito
Pessoas que se acham superiores e não percebem
Que somos apenas grãos de areia no universo infinito.
                                                     

O respeito é a base -  Rafael Pinheiro – 1º ano 2

Tem muita gente que diz
Que o mundo não tem jeito
E isso se tornará verdade
Se não houver o mútuo respeito.

Para se ter um mundo melhor
Temos que acabar com o preconceito
Para uma convivência em harmonia
A base é o respeito.

O respeito é a base de tudo,
É com ele que o mundo vai mudar.
Mas se você planta preconceito
Só desgosto colherá.

Respeite a todos,
Não faça distinção
Assim teremos um mundo melhor
Com direito a sorrisão.


De qual poema você mais gostou?
Diversidade - Joyce Alves lima – 9 ano 1
Diversos - Diovanna Alves de Souza – 9º ano 1
Pôr do sol - Ludmila de oliveira rocha – 9º ano 01
Diferente - Talita Oliveira Miranda – 9º ano 1
Respeito às diferenças - Jéferson Ramos Fonseca – 9º ano 1
Virou moda? - Giane – 9º ano 1
Diversidade fundamental - Larissa C. de Almeida – 9º ano 1
Paz para o mundo - Talita Vitória B. Santos – 1º ano 1
Respeito às diferenças - Luiza Carolina S. Andrade – 9º ano 3
A diversidade - Luiza Nogueira – 2º ano 3
Sentimentos de menina - Taís – 2º 3
Diversidade - Leonardo Durães – 3º 3
O respeito é a base - Rafael Pinheiro – 1º 2
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livros
* O circo mecânico - Edição limitada em capa dura
* O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - capa dura
* Doce perdão - capa comum
A escolha dos prêmios será feita pelos vencedores obedecendo a ordem de classificação.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Prova orações coordenandas

 Aluno(a):_______________________________Nº:______Turma:_______
1.       Leia a tirinha do cartunista Jean Galvão:
a) Os amigos se distanciarem e só se encontrarem muito tempo depois é comum. Contudo, essa tirinha nos surpreende, com a intenção de provocar humor. Em que quadrinho ficamos sabendo o real motivo do afastamento dos dois amigos? Explique.
b) Há uma conjunção que colabora para a mudança de expectativa do leitor. Que conjunção é essa e que ideia ela expressa? Explique.
c) A conjunção e pode expressar outras ideias além da adição, como adversidade e conclusão. Que ideia essa conjunção expressa no terceiro quadrinho? 
d)Reescreva o período do terceiro quadrinho, substituindo a conjunção e por outra, conforme a resposta dada na questão C. classifique as orações.
2. Nos itens abaixo, reúna cada par de orações em um único período, usando uma conjunção que explicite adequadamente a relação lógico-semântica entre elas, depois indique se essa relação é de adição, oposição, alternância, conclusão ou explicação.
a) Sabemos muito sobre o universo. Às vezes, não sabemos o nome do nosso vizinho.
b)Com a falta de chuvas a vegetação rasteira secou. O perigo de incêndio era constante.
c) Lute com toda disposição do mundo. Desista de seus sonhos.
d) Lute com toda disposição do mundo. A realização de seus sonhos depende só de você.
3.  (Enem – MEC) Leia o texto.
A gentileza é algo difícil de ser ensinado e vai muito além da palavra educação. Ela é difícil de ser encontrada, mas fácil de ser identificada, e acompanha pessoas generosas e desprendidas, que se interessam em contribuir para o bem do outro e da sociedade. É uma atitude desobrigada, que se manifesta nas situações cotidianas e das maneiras mais prosaicas.
   SIMURRO, S. A. B. Ser gentil é ser saudável. Disponível: em http://www.abqv.org.br. Acesso em: 22 jun. 2006 (adaptado).
No texto, menciona-se que a gentileza extrapola as regras de boa educação. A argumentação construída
A) apresenta fatos que estabelecem entre si relações de causa e de consequência.
B) descreve condições para a ocorrência de atitudes educadas.   
C) indica a finalidade pela qual a gentileza pode ser praticada.
D) enumera fatos sucessivos em uma relação temporal.                                   
E) mostra oposição e acrescenta ideias.

Interpretação de texto para 7º e 8º ano

A diversidade como riqueza 
                — Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a dia...
                — Será que ainda vamos entender tudo isso?
                — E, mesmo que a gente entenda, será que vamos ter de achar tudo bom?
                — Deus me livre! Só faltava eu ter de gostar de miolo! Será que não vamos mais poder fazer só o que gostamos?
                Gostar de tudo é a questão que queremos discutir, afinal gostamos mais daquilo com que estamos acostumados. Se desde pequenos comemos bife e batata frita, vai ser difícil passarmos a comer miolo. Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!
                Do mesmo jeito, se só vemos filme de ação, será que vamos acompanhar com prazer um filme que se desdobra lentamente, por meio da apresentação de aspectos psicológicos dos personagens? Mas, por sua vez, tem gente que gosta tanto de drama como de comédia, de ficção científica e até de filme de arte.
                Com relação a pessoas acontece o mesmo: gostamos dos nossos amigos porque temos alguma coisa em comum com eles, porque desenvolvemos uma relação de amizade ao longo do tempo, não de uma hora para outra. O que não quer dizer que as únicas pessoas legais do mundo sejam os nossos amigos! Existem muitas outras pessoas que podemos conhecer e admirar!
                O importante é compreender que a diversidade existente no mundo é uma riqueza, é uma fonte inesgotável de novas possibilidades para cada um de nós. Conhecer outros modos de pensar, de viver, de falar, de crer nos dá a possibilidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual estamos acostumados. Dessa forma a nossa compreensão do mundo se amplia e temos a oportunidade de escolher como queremos conduzir a nossa vida.
                Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade: respeito pela natureza, por todos os seres humanos, pelas diferentes culturas como expressões de experiências de vida e de necessidades diversas.
                [...]
                Considerando o mundo cultural, vemos que a riqueza se torna quase infinita. Da Pré-História até nossos dias, quantas realizações humanas! Realizações políticas, religiosas, artísticas. Acrescentam-se as formas de convivência social, familiar, os hábitos de nossa vida diária, os costumes que regem nossa alimentação. Quantas línguas foram criadas nesse espaço de tempo! A criatividade humana é realmente inesgotável e é a pluralidade cultural que torna o mundo atraente, interessante, curioso e surpreendente.
                Cada um de nós nasce e cresce dentro de uma cultura, aprendendo a língua materna seguindo hábitos e costumes de um determinado grupo, crendo em certos princípios e dogmas religiosos. Essa cultura comum fortalece os laços entre os indivíduos do grupo, faz com que eles pensem não só como pessoas isoladas mas também como um conjunto que partilha uma mesma visão de mundo, os mesmos valores.
                Toda essa herança cultural pode ser transformada, alargada em seus horizontes, ao contrário de nossa herança genética, que não pode ser mudada, pelo menos por enquanto. Conhecer uma outra cultura é quase como tornar-se criança outra vez: é enxergar a realidade por outros olhos. Exige de nós o esforço de nos colocarmos dentro de um outro sistema de valores, de usos e costumes para tentar compreendê-los em sua lógica interna.
                 Do ponto de vista cultural, não existe cultura certa e cultura errada, superior ou inferior. A cultura do Rio Grande do Sul, por exemplo, não é melhor ou pior do que a cultura do Piauí, assim como a cultura norte-americana e a européia não são superiores à cultura brasileira. Cada cultura é adequada ao grupo que a cria para expressar a visão de mundo específica desse grupo.
                Muitas vezes, o modo pelo qual nos habituamos a viver, a pensar o mundo e a nos relacionar com o divino pode nos parecer como sendo o único modo certo. Entretanto, os outros modos culturais não são errados, são apenas diferentes. Não precisamos adotá-los, só respeitá-los, reconhecendo que têm tanto valor quanto os nossos. Comer com hashi (aqueles pauzinhos japoneses) é diferente de comer com os dedos ou com a colher e o garfo. Só isso.
                É claro, porém, que cada cultura propõe valores que sempre podem ser analisados no sentido de saber se são adequados a toda a humanidade. Sabemos que existem obras de cultura que promovem a violência, o racismo, o preconceito. É só ligarmos a televisão para encontrarmos exemplos disso em filmes, novelas e programas de variedades. Essa “cultura” precisa ser recusada porque nos leva à barbárie, ao caos, e não nos ajuda a nos tornar mais humanos. Cultura é “aquilo que é cultivado, cuidado”, que cimenta as relações humanas e ajuda a criar uma sociedade mais justa.
                O conhecimento de outras culturas, portanto, nos torna mais flexíveis, mais tolerantes, mais respeitosos. Acima de tudo, esse conhecimento nos possibilita descobrir do que realmente gostamos e do que não gostamos; afina o nosso gosto, abre alternativas para a construção de um projeto de vida mais rico, diferente e único. Porque é o nosso projeto, de ninguém mais.
                Conhecimento sozinho não basta. É necessário que ele venha acompanhado da prática cotidiana do respeito e da tolerância por todos aqueles que são diferentes de nós ou que pensam de modo diferente, a partir de outros valores igualmente humanos.
Maria Helena Pires Martins. Somos todos diferentes!: convivendo com a diversidade do mundo. São Paulo: Moderna, 2001.p.42-6. (Aprendendo a com-viver).
 Dogmas: crenças.
Barbárie: selvageria.
                                                                                                        
1.       O texto é construído com base em uma ideia central.
a)       Que ideia é essa?
b)       De acordo com o texto como as pessoas devem agir em relação à diversidade cultural?
c)       Segundo a autora, qual é a importância de conhecer outras culturas?
 2.       A autora explica o porquê de gostarmos de uma coisa e não de outra. Qual é a justificativa que ela dá para isso?
3.       Em determinado momento do texto, é explicado como as pessoas se inserem em uma cultura. De que forma isso ocorre?
 4.       O texto evidencia a riqueza cultural, destacando seus aspectos positivos, porém cita alguns exemplos negativos exibidos em filmes, novelas e programas de televisão.
a)       Identifique alguns aspectos negativos.
b)       Segundo a autora, por que eles devem ser evitados?
5.       Em relação a outras culturas, a autora afirma que não é necessário tomá-las como nossas. No entanto, destaca que é preciso aprendermos a respeitá-las, para que sejamos mais flexíveis e tolerantes com a diversidade. O que a autora propõe para isso?
6.       De acordo com o texto, a diversidade “nos dá a oportunidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual estamos acostumados.”. Explique essa afirmação.
 7.       Releia o seguinte trecho:
Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade...
a)       Alguma vez você se sentiu desrespeitado ou presenciou uma atitude de desrespeito por outras pessoas? Como você se sentiu?
b)       É possível afirmar que atitudes como as indicadas nesse trecho podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, sem preconceitos e rica culturalmente? Por quê?
 Explorando a linguagem
1.       Releia o seguinte trecho: “Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!”.
a)       A quem a autora está se dirigindo? Explique sua resposta.
b)       Quais palavras a seguir podem substituir o termo em destaque, mantendo o sentido da frase?       mas – nem – porém – logo
c)       Que sentido essa palavra atribui à ideia expressa: soma, oposição ou conclusão?
2.       As reticências assumem diferentes funções de acordo com o contexto em que são inseridas. Elas podem interromper uma ideia, marcar uma hesitação ou também apelar para a imaginação do leitor.
Com que objetivo as reticências forma empregadas no trecho: “— Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a dia...”?
3.       No trecho “Comer com hashi [...]”, por que o termo foi destacado em itálico?



quarta-feira, 15 de julho de 2015

Prova de Português - 7º/8º ano

Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, 1 num sujeito que não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo; percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante, procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento. Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum; mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida. Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes…
O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”, pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas, talvez o mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir. É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.

01 - O autor, Moacyr Scliar, reconta a clássica história de Dom Quixote alterando a versão original. O artifício que utiliza para atingir esse objetivo é
A ) desmentir a história contada por Cervantes, autor do texto original.
B ) introduzir, no texto, a versão de seu tatara-tatara-tataravô, um contador de histórias.
C) confrontar as versões do seu tatara-tatara-tataravô e a de Cervantes, já que ambos conheceram pessoalmente Dom Quixote.
D ) ambientar a história em um parque de diversões a fim de torná-la mais leve e divertida.
E ) recontar a história de acordo com sua imaginação, desconsiderando totalmente a versão original.

02 - Considere as afirmações que seguem a respeito do texto lido.
I. Em suas aventuras, Dom Quixote era acompanhado por seu cavalo Rocinante, por sua amada Dulcineia e por seu fiel escudeiro Sancho Pança.
II. Sancho Pança tinha maior senso de realidade do que Dom Quixote, mas não conseguia fazê-lo desistir de suas ideias.
III. Embora normalmente Dom Quixote se desse mal em suas aventuras, na versão contada por Moacyr Scliar, o personagem atinge seu momento de glória ao inventar a roda gigante.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.   B) Apenas II.   C) Apenas III.    D) II e III.   E) I, II e III.

03- Se o narrador da história fosse o próprio Dom Quixote, a frase “Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.” poderia ser reescrita, mantendo-se a coerência, como:
A) Eu estava certa de que estava diante do grande combate de minha vida.
B) Eu estava certo de que aquele era o grande combate de nossa vida.
C) Eu estava certo de que aquele era o grande combate de minha vida.
D) Nós estávamos certos de que se tratava do grande combate de nossa vida.
E) Nós estávamos certos de que aquele era o grande combate de minha vida.

04 - Em um texto narrativo, a história se desenvolve sobretudo com base em uma complicação e em um clímax. As ações que sintetizam essas partes, respectivamente, são
A) o momento em que Dom Quixote desafia para a luta os moinhos de vento – o momento em que ele enfia sua lança nas “asas” dos moinhos.
B) o momento em que Dom Quixote leva um tombo feio – o momento em que ele inventa a roda gigante.
C) o momento em que Dom Quixote empunha sua lança e combate os moinhos – o momento em que ele vê os gigantes e fica fascinado.
D) o momento em que Dom Quixote percorre as planícies da Espanha procurando inimigos para desafiar – o momento em que ele se apaixona por Dulcineia.
E) o momento em que Sancho Pança tenta inutilmente convencer Dom Quixote de que não havia gigante nenhum – o momento em que Dom Quixote é levantado pelo moinho e vive seu momento de glória.

 05 - Em narrativas de ficção, o narrador pode mencionar fatos ou expressar opiniões sobre a história. Considerando essa afirmação, analise os trechos selecionados, assinalando se indicam FATO (F) ou OPINIÃO (O).
a) (       ) “Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo, […].”
b) (       ) “Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento que fazia girar a máquina de moer.”
c) (       ) “O resultado, diz Cervantes, foi desastroso.”
d) (       ) “Para Sancho, e para todas as pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.”
e) (       ) “Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz dá completamente certo; […].”

06  - Em “Pois um dia este Dom Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.” o uso da palavra pois pode ser explicado como
A) uma conjunção explicativa que vincula a ideia iniciada no período à frase anterior.
B) um termo que objetiva dar continuidade à narrativa, tornando a linguagem mais rebuscada.
C) uma conjunção conclusiva que mantém o mesmo sentido de então.
D) uma marca de oralidade reproduzida na escrita.
E) um recurso específico das narrativas, que imprime mais dinamicidade à história contada.
07 - Observe o período:
“A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe.”
Se as ações acima descritas, situadas no passado, indicassem hipótese (suposição), o trecho deveria ser reescrito da seguinte maneira:
A) A lança do cavaleiro ficara presa nas asas do moinho; ele fora levantado no ar e depois jogado para longe.
B) A lança do cavaleiro havia ficado presa nas asas do moinho, ele havia sido levantado no ar e depois jogado para longe.
C) Se a lança do cavaleiro ficasse presa nas asas do moinho, ele seria levantado no ar e depois jogado para longe.
D ) Quando a lança do cavaleiro ficar presa nas asas do moinho, ele será levantado no ar e depois será jogado para longe.
E) Caso a lança do cavaleiro fique presa nas asas do moinho, ele deve ser levantado no ar e depois jogado para longe.

08 - Em “(…) as pessoas logo pensam num sujeito que não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara.” a expressão destacada é usada informalmente. Para se adequar à norma culta, mantendo-se o sentido pretendido, a expressão poderia ser substituída por
A) se frustra         B) se dá mal.     C) se coloca em confusão.
D) é mal compreendido.      E) é mal sucedido em suas ações.

09 - Em “Mais que isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.” , o termo destacado só não poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
A) maravilhosa.       
B) fantástica   
C) inesquecível.
D) espetacular.       
E) extraordinária.

Texto 2
Dom Quixote dos tempos modernos
Eu, há já algum tempo vos tinha dito
Que eu era um Dom Quixote
Que me bato mesmo sem ter lança
Sem cavalo nem Sancho Pança.
Eu sou um Dom Quixote moderno.
Faço-me sempre advogado do diabo
Bato-me contra moinhos de vento
Mas os monstros, eu compreendo
Não estão cá para me escutar.
Bato-me contra as injustiças
Sem grandes possibilidades, confesso,
Bato-me com gritos de revolta.
Mas sempre em vão, sem sucesso.
Esta noite sonhei que me batia
Contra um inimigo forte em demasia.
Ele tinha armas poderosas, aviões,
Mesmo contra essas aeronaves eu combatia,
Com jactos de água das lanças do meu jardim.
Mas batia-me, batia-me, eu sou assim.
Bato-me como posso neste inferno.
Mas que querem? Isto está em mim!
Sou um Dom Quixote dos tempos modernos.
Alberto Rodrigues da Fonseca (autor português)
Disponível em http://sacavempoesia.blogspot.com.Acesso em 15 de setembro de 2013.

10- Ao longo do poema, a forma verbal bato-me é utilizada em sentido diferente do usual. Assinale a alternativa cujo sentido do termo destacado equivale ao empregado no poema.
A) O cavalo bateu a pata na árvore com violência.
B) Os justos batem-se à vida inteira por seus valores.
C) De repente, bateu-lhe um grande arrependimento.
D) As informações não batem com os fatos.
E) Meu coração bate acelerado.

11-O Dom Quixote dos tempos modernos é um sujeito que
A) não usa lança, nem cavalo, nem combate moinhos de vento.
B) luta por seus ideais, mesmo sem obter sucesso.
C) não combate os inimigos da modernidade.
D) se mostra indignado com armas poderosas, aviões e aeronaves.
E) acredita num mundo melhor, mas nada faz para obtê-lo.

12- Considerando a relação que se estabelece entre o autor do texto e seus interlocutores, pode-se afirmar que
A) o uso de vos, no primeiro verso, indica respeito do autor por seus leitores.
B) o autor dialoga hipoteticamente com Dom Quixote.
C) o autor mostra-se indignado com as injustiças sociais e revolta-se com seus leitores.
D) o autor dialoga com seus leitores na tentativa de convencê-los a lutar pela sua causa.
E) os leitores são desconsiderados totalmente pelo autor do texto.
  Disponível em: www.google.com.br/search?q=dom+quixote+em+tirinhas
Acesso em 30 de setembro de 2013.

13 - Considerando que, no contexto apresentado pela tirinha, Dom Quixote enxerga um gigante, e Sancho Pança vê um moinho, podemos associá-los respectivamente a
A) um corajoso e um medroso.     
B) um sonhador e um realista.
C) um ambicioso e um simplório   
D)um otimista e um pessimista.
E) um privilegiado e um desfavorecido.

14- Ao analisar texto e imagem, pode-se afirmar que
A) a visão de Sancho Pança não é tão nítida quanto a de Dom Quixote.
B) Dom Quixote enxerga um gigante pelo fato de já o conhecer de outras aventuras.
C) Dom Quixote e Sancho Pança olham para o mesmo lugar, mas têm visões diferentes.
D) a expressão do gigante indica que ele estava com medo do herói da história.
E) Sancho Pança não enxerga o gigante por sentir medo.

15 -Compare os três textos e assinale a alternativa correta quanto à leitura e interpretação.
A) Os três textos ressaltam a revolta de Dom Quixote em relação à sociedade, embora o retratem em ambientes diferentes.
B) Os três textos retratam o romantismo de Dom Quixote, que vê o mundo de forma mais bonita do que realmente é.
C) Os três textos retratam o idealismo de Dom Quixote, que, mesmo em contextos diferentes, é representado como um grande sonhador.
 D) Os dois primeiros textos são fiéis à história original de Cervantes; o terceiro, por sua vez, cria um Dom Quixote típico do século XXI.
E) O primeiro texto narra a história de Dom Quixote; o segundo, transpõe a versão original para a forma poética; já o terceiro, sintetiza-a por meio de uma imagem.